Características

  • Título do livro Encruzilhada
  • Autor Nene Altro
  • Idioma Português
  • Tipo de narração Poesia

Descrição

Novo livro "Encruzilhada" de Nenê Altro

Conclusão da trilogia "Os Funerais do Coelho Branco" e "O Diabo Sempre Vem Pra Mais Um Drink"

Ilustrações Rafaela Aquariana

Formato 14 x 21 cm

Miolo papel offset 75 grs, impresso preto e branco, 96 páginas

Capa couché 250 grs, 4 x 0 cores laminada Bopp, orelhas 7 cm

Encadernação lombada quadrada

Lançamento oficial 13/09/2019

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ENCRUZILHADA

Escrever esse livro foi uma das coisas mais difíceis de minha vida. Eu me cobrava muito continuar minha trajetória literária, tentei diversas vezes dar continuidade, mas nunca consegui. Em julho de 2016 eu tive meu primeiro semi-sucesso nesse processo, após o lançamento do “Clandestino” de 2013. Estava com um livro ruim (sério, era terrível) 80% pronto que iria lançar com o apoio de uma plataforma de arrecadação coletiva e que, graças a Deus, não vingou devido a uma falha em meu velho computador que me fez perder todos os arquivos e inclusive seus rascunhos. Hoje agradeço muito, pois saberia que teria cometido um grande pecado contra mim, escrevendo por escrever.

Em meados do ano passado fiz uma nova tentativa, também de uma maneira que não gosto muito, mas que pelo menos serviria para “destravar” o Barton Fink que me possuía. Resolvi fazer uma coletânea de meus dois primeiros livros junto a uma reedição do terceiro. Mal sabia eu que iniciaria ali um processo sem volta que me levaria literalmente a reviver tudo que passei nos anos em que os escrevi. Durante os meses seguintes a caixa de Pandora invocou das trevas o Inimigo Eu que tanto custei adormecer e ele tomou conta como em seus anos de glória. Afundei de cabeça em tudo de que havia me livrado, me perdendo inclusive da caminhada espiritual que havia começado no início do ano.

Minha passagem de 2018 para 2019 teve sabor de despedida. Eu temia, mas já tinha consciência de que o fim de aproximava. Carregava novamente e com muito mais peso os erros de toda minha vida como uma formiga arrastando um caminhão de pedras. Não me lembro de quantas vezes fui parar no hospital nesse período, com certeza bati meu recorde. Me perdi em sentimentos paradoxais, uma felicidade triste, geralmente acompanhada de um sorriso de desespero. Passei novamente algumas noites nas ruas até que um amigo me acolheu, mas por mais boa fé dele, de nada adiantava, a ampulheta de meu tempo havia sido virada e eu sempre dormia não sabendo se iria acordar no dia seguinte.

Foi então que me vi à beira do precipício, sem mais um passo possível para dar adiante que não levasse ao abismo final. Tem coisas que só vivendo mesmo pra explicar e eu não desejo que ninguém passe por isso: Eu sabia que seria naquela noite. Com minhas últimas forças pedi socorro publicamente nas redes sociais, resgate, internação, exorcismo, o que fosse, porque sabia que se dormisse não mais acordaria. O resto quem leu o prefácio do meu irmão e hoje padrinho Rodrigo já sabe, naquele dia 11 de Março realmente morri como a pessoa que fui por 46 anos, mas tive a chance de renascer e encarar um caminho para me corrigir e melhorar minha passagem por esse mundo, nos braços da Rainha da Floresta e da madrecita Ayahuasca.

Não foi e não é um caminho fácil. Não existe milagre nem poção mágica. Tudo que foi bagunçado teria que ser arrumado e só eu poderia fazer isso, e com sinceridade, senão o caminho de volta para a encruzilhada onde tudo começou seria inevitável e isso era tudo o que eu não queria. Durante meu processo de autoconhecimento eu tentei algumas vezes revisitar a coletânea de poemas e insistir em concluir o projeto, até porque eu não devia somente à mim mas a centenas de pessoas que ajudaram em 2018 a capitalizar recursos para o lançamento. Ainda era difícil, cada vez que lia um poema eu me projetava na situação vivida e era muito dolorido, só que dessa vez eu tive apoio. E foi aí que minha verdadeira cura começou.

Cinco meses depois, chegando em casa após um trabalho de Ayahuasca no qual passei horas encarando o processo Eu versus Inimigo Eu, liguei o computador e apaguei o livro inteiro. Sabia exatamente o que fazer. Tudo que foi iniciado nos dois primeiros livros pedia uma conclusão, um encerramento de ciclo e reeditar velhos poemas não resolveria o problema. Então estabeleci um período cronológico na história para escrever sobre e comecei a vasculhar velhos cadernos, guardanapos de bares e emails que me mandei com rascunhos durante todos esses anos. O resultado foi esse que agora você tem em mãos, o parto mais difícil de toda essa década e meia, que nasceu me desgraçando as entranhas, mas a pedra final não só sobre uma história, mas sobre uma pessoa que me recuso a continuar a ser.

“Os Funerais do Coelho Branco” surgiu em 2005 e teve mais duas edições, uma em 2009 e outra póstuma que realmente gostaria de não ter lançado, em 2014. Aprendi a respeitar minha história e meu passado, buscando desapegar do que não presta e sempre melhorar, mas quando uma coisa não agrada na caminhada ela tem que ser vista assim mesmo, como um erro, que ficou pra trás, mas não deixa de ser o que é. “O Diabo Sempre Vem Pra Mais Um Drink” foi lançado em 2011, e narra minha caminhada de 2008 a fevereiro daquele ano. Só teve uma edição, pois logo na sequência lancei o pocket book “Clandestino” em 2013, que não tem nada a ver com essa história toda, mas marcou essa pausa de quase seis anos até agora.

Durante a escrita desse livro revisitei novamente os dois primeiros da trilogia. Só que agora algo diferente emergiu. O que antes me dava tristeza me trouxe uma sensação boa, de vitória, de ciclo vencido. Não sou mais o menino Peter Punk de 33 anos, absurdamente afirmativo e equivocado de 2005, graças a Deus, com todas as suas teorias de viver e respostas para tudo, tampouco o cara de 39 de 2011 que tinha tanta autopiedade e carência que não conseguia ver nada além de seu copo de bebida ruim que só lhe fazia mal. Foi libertador enxergar toda essa saga com esse novo olhar e mais libertador ainda escrever esse livro, colocando em ordem tudo que vivi na sequência do anterior.

Para que os que me acompanham na música se situem, eu comecei esse livro com alguma coisa que surgiu ali em 2013 mesmo, no processo dos quatro eps do Dance of Days, passando pela fase do hiato, do Blackclass, do Amor-Fati e cheguei até o Quintessência, que escrevi no final de 2016. A única exceção é a versão original de Além de Mim (A Corrida E O Fantasma), que foi lançada depois, mas tanto a musica quanto os versos originais eu já tinha escrito para o Blackclass (2015). E, apenas para concluir, graças a Deus, eu também já não sou mais o mesmo registrado aqui nesses poemas (talvez um pouco como nos versos finais rsrsrs), pois seis anos se passaram do começo desse último capítulo e muitas águas me transformaram.

Aqui eu enterro o Inimigo Eu, trazido em 2005 com as invocações Lírios Aos Anjos e Eurema Elathea. Enterro sua caminhada em minhas pernas e desenterro o coelho branco de minhas esperanças. E volto a segui-lo onde quer que vá, faça-se saber, pois a esperança sempre foi e graças a Deus tornou a ser meu norte. Aqui fecho as portas para o diabo que por todos esses anos insistiu em me rondar e em me arrastar para o inferno em vida que vivia. Me liberto de suas correntes de hábitos e pensamentos e decreto que nunca mais ouse me pedir gota alguma. Nessa encruzilhada passei, nessa encruzilhada escolhi, nessa encruzilhada morri e, em sua fogueira sagrada, das cinzas de tudo que não prestava em mim renasci.

Porque quando o sol finalmente nasceu meu ascendente se apresentou. E ele hoje voa ao céu queimando tudo que queira engaiolar seu espírito.

Nenê Altro
13 de Setembro de 2019

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    Infelizmente não, está fora de catálogo há muitos anos. Mas há uma ideia de no futuro lançarmos a trilogia inteira numa edição de capa dura. Gratidão.

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