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Negociando Com Os Mortos

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Rocco

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    Características principais

    Título do livroNEGOCIANDO COM OS MORTOS
    AutorMARGARET ATWOOD
    IdiomaPortuguês
    EditoraEDITORA ROCCO
    FormatoPapel
    MarcaEditora Rocco

    Outras características

    • Cobertura: Mole

    • Subgêneros: Ficção científica

    • Tipo de narração: Manual

    • ISBN: 9788532517555

    • Páginas: 256

    Descrição

    Romancista de prestígio, a canadense Margaret Atwood também brilha fora da ficço. Em Negociando com os mortos, seu novo livro, ela fala sobre o tema no qual é uma autoridade: escrever. Mas no se trata de um guia para aspirantes a escritor nem de um relato sobre seu processo criativo – a autora recorre aos seus 40 anos de experiência para refletir sobre o que é ser escritor. Para isso, ela leva em conta vários aspectos dessa atividade: a escrita como mera atividade humana, como vocaço, profisso, fonte de renda e arte.
    Negociando com os mortos propõe diversos questionamentos, mas as três perguntas básicas so: "Para quem o escritor escreve?", "Por que ele escreve?" e "De onde vem o que ele escreve?". Nesta saborosa jornada teórica, cada capítulo traz o conteúdo de uma das seis palestras apresentadas por Margaret Atwood nas Empson Lectures, tradicional ciclo de conferências da Universidade de Cambridge, em 2000. No se trata, entretanto, de uma transcriço dos seminários, pois a autora aproveitou o livro para detalhar algumas passagens e reduzir outras. O ritmo envolvente e a linguagem mais simples do discurso oral foram mantidos, em contraste com uma profuso de citações a Marguerite Duras, Shakespeare, Charles Dickens, Oscar Wilde, Jorge Luis Borges, James Joyce, D. H. Lawrence, Franz Kafka, Voltaire, George Orwell, John Keats e tantos outros mestres, o que revela Margaret Atwood no apenas como uma escritora experiente, mas também como uma leitora das mais cultas.
    O primeiro capítulo é o mais autobiográfico – a autora conta sua própria história para explicar o que é ser escritor. Sua primeira experiência como tal foi aos 7 anos, quando fez uma peça de teatro. Mas foi também seu primeiro contato com a crítica, visto que seu irmo e seus amigos a ridicularizaram em cena aberta. No entanto, mesmo sendo hoje um nome respeitado das letras, Margaret Atwood diz que teria feito tudo diferente se soubesse que se tornaria uma celebridade literária.
    No segundo capítulo, so apresentados os dois lados de todo escritor: o nome que figura nas capas dos livros e a pessoa de carne e osso, inevitavelmente diferentes. Esta discusso leva ao terceiro capítulo, sobre o conflito entre arte e mercado. Margaret Atwood diz que, embora os escritores sejam muitas vezes considerados deuses, no há nada de mesquinho em falar da parte financeira do trabalho. Ela lembra que Tchecov, no início da carreira, escrevia exclusivamente por dinheiro, a fim de sustentar sua família, e se tornou um clássico.
    O escritor surge como instrumento de poder social e político no capítulo quarto. Para Margaret Atwood, megalomania e paranóia andam de mos dadas na literatura: o escritor do tipo Mefistófeles, aquele superpoderoso, controlador de destinos, é o mesmo Fausto patético que busca prazer eterno e riquezas nunca imaginadas.
    A relaço escritor-texto-leitor é abordada no quinto capítulo. Margaret Atwood explica que a multiplicaço dos leitores transforma o livro numa estatística editorial e o escritor, num sucesso ou fracasso mensurável por números. E tudo isso leva à expectativa do passo seguinte – "O que escrever agora?", "Como agradar?", "Preciso agradar?". Mesmo que tais questões no tenham importância para o escritor, elas existem e so do seu conhecimento.
    Por fim, no sexto capítulo, Margaret Atwood defende a tese de que toda narrativa é motivada pelo fascínio da mortalidade e pelo medo desse fascínio. Como Gilgamesh, que fez uma fracassada viagem em busca da vida eterna, mas se imortalizou registrando sua história numa pedra, todo escritor espera que seus textos permaneçam. E nenhum consegue criar sem levar em conta o que os mortos escreveram antes, porque o passado é a medida do que se faz no presente.

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