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Asco

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Informações da loja

Rocco
Rocco

Loja oficial no Mercado Livre

Características principais

Título do livroAsco
AutorHORACIO CASTELLANO MOYA
IdiomaPortuguês
Editora do livroEDITORA ROCCO
Capa do livroMole
MarcaEDITORA ROCCO

Outras características

  • Quantidade de páginas: 112

  • Tipo de narração: Manual

  • ISBN: 9788532528254

Descrição

Dois amigos de infância, Vega e Moya, se encontram num bar, num final de tarde em San Salvador, América Central. O primeiro deles acaba de retornar à cidade, para o velório da me, após anos de autoexílio. Diante de seu interlocutor silencioso, revela toda a cólera e a indignaço com o lugar onde nasceu e de onde, garante, preferiria manter distância. Sua revolta no poupa nada – da cerveja que os nativos costumam apreciar até o modelo de ensino – e vai crescendo numa escalada feroz. Asco se dá na forma de um relato que se desenvolve sem pausas, num único parágrafo, consolidando um texto de crueza perturbadora. Uma investida rara no fel que pode habitar a relaço entre um homem e sua cidade.

Foi com essa novela singular que o hondurenho Horácio Castellanos Moya conquistou reconhecimento internacional, e é com ela que enfim estreia no Brasil. Foi também com este livro - publicado originalmente em 1997 - que recebeu ameaças de morte e muitas críticas em El Salvador, país onde cresceu, ao ter mostrado, na voz de Vega, algumas das mazelas que assolam o lugar. Hoje, porém, o título vem se tornando, pouco a pouco, objeto de culto pelos jovens daquele país.

Os méritos da obra extrapolam o conjunto de críticas sociais que expõe. Ao construir uma novela que se desenha inteira na reproduço de um relato oral – e, mais que isso, um monólogo furioso – Moya nos apresenta uma joia da literatura recente. Um texto que usa a linguagem coloquial, simples e direta – familiar – para esticar ao máximo a malha de perturbaço que nasce nas contradições de uma naço. “O texto é um monólito, um jorro. Um desabafo que no pode ser interrompido”, descreve Adriana Lunardi no posfácio do livro. E um engenho narrativo dos mais originais, onde a fúria do desabafo vai alternando diferentes velocidades, prendendo o leitor numa espiral vertiginosa e surpreendente.

Mas a diatribe é, também, “de morrer de rir”, como afirmou o escritor chileno Roberto Bolaño, que manteve uma correspondência “irregular e melancólica” com o colega hondurenho, em suas próprias palavras. “Seu humor ácido, similar a um filme de Buster Keaton ou a uma bomba relógio, ameaça a estabilidade hormonal dos imbecis, que ao lê-lo sentem o irrefreável desejo de enforcar o autor em praça pública. Na verdade, no imagino homenagem mais alta a um escritor”, justificou Bolaño, na época.

A novela recebeu o subtítulo Thomas Bernhard em San Salvador em homenagem ao estilo do autor holandês que, em seus romances, “critica duramente a Áustria, seu país de adoço, e os austríacos naquilo de que so mais ciosos em termos identitários”, explica Adriana Lunardi.

Asco é um dos títulos de “Otra língua”, coleço da Rocco dedicada a autores hispano-americanos, com organizaço do escritor Joca Reiners Terron e traduço de jovens autores brasileiros – aqui, do gaúcho Antônio Xerxenesky.

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