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Tirando Os Sapatos - O Caminho De Abraão, Um Caminho Para O

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Informações da loja

Rocco
Rocco

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Características principais

Título do livroTirando os Sapatos - O Caminho de Abraão, um Caminho para o
AutorNILTON BONDER
IdiomaPortuguês
Editora do livroEDITORA ROCCO
Capa do livroMole
MarcaEDITORA ROCCO

Outras características

  • Quantidade de páginas: 256

  • Gênero do livro: Religião

  • Subgêneros do livro: Teologia

  • Tipo de narração: Manual

  • ISBN: 9788532523907

Descrição

Abrir a mente para novas falas, a alma para abrigar o “outro”, libertar-se de convenções e de formatos preestabelecidos, enfim, tirar os sapatos, que protegem o homem, mas também isolam e evitam o contato com um cho de muitas verdades e possibilidades. Foi traçando a rota seguida por Abrao, patriarca das três religiões monoteístas – cristianismo, judaísmo e islamismo – que o rabino Nilton Bonder, com os pés no cho, aprendeu que mais importante que o destino da viagem é o caminho percorrido. Em 2006, Bonder foi convidado a participar, ao lado de 23 representantes de diferentes países e religiões, de uma peregrinaço pelo Oriente Médio: é O Caminho de Abrao, projeto do Departamento de Mediaço de Conflitos da Universidade de Harvard, que visa a apoiar a abertura de uma extensa rota de turismo histórico e cultural para refazer a jornada deste importante personagem pela regio - que vive em tenso permanente - há cerca de quatro mil anos. Em Tirando os sapatos, o rabino relata suas experiências durante a caminhada.
O relato é apresentado de duas formas distintas: uma é um diário de viagem, no qual Bonder descreve suas impressões dos locais por que passou e da convivência com o eclético grupo – formado por pessoas de diversas crenças e religiões – com que conviveu, extraído de uma longa entrevista à jornalista Tania Menai. A outra representa a sua viagem espiritual, que mostra suas etapas de estranhamento ao se defrontar, durante a peregrinaço, com diferentes significados que a trajetória de Abrao tem para as três religiões.
Mais que um destino turístico, O Caminho de Abrao tem o potencial de promover o desenvolvimento comunitário, a formaço de lideranças jovens, a preservaço do patrimônio histórico e do meio ambiente e uma imagem positiva da regio na mídia, destacando a hospitalidade de seu povo e, mais importante, o encontro entre pessoas e o diálogo entre religiões diversas. Diálogo que começou no próprio grupo de Bonder. Apesar de a maioria dos participantes ter uma viso neutra da regio, havia quem tivesse definida inclinaço pelo mundo árabe: um xeque turco, um padre italiano radicado na Síria e um paquistanês islâmico. Este último nutria opiniões muito radicais sobre Israel e mostrou-se bastante incomodado quando soube que Bonder é judeu.
Foi uma viagem de alguma tenso para Bonder, que teve que omitir quase o tempo todo sua condiço de rabino para poder circular pela regio. A soluço para aliviar esta presso foi no reagir àquilo que o rejeita, abrir-se para o ponto de vista do outro, muitas vezes indo de encontro ao que pensava, incluindo as do paquistanês, de quem, por fim, conseguiu virar colega, após longa troca de idéias.
Também foi por meio desta convivência que Bonder ouviu teorias interessantes como a de que os conflitos religiosos no Oriente Médio teriam uma explicaço geológica, segundo uma profissional de Harvard: a área é uma área turbulenta, incluindo o Mar Morto, a regio mais baixa do planeta. Ali ocorrem muitas movimentações tectônicas devido à presença de um cinturo sísmico. Curiosamente, todas as regiões do mundo com movimentos tectônicos so áreas de alta espiritualidade: a Califórnia, os Andes, o México, o Himalaia. Áreas geologicamente instáveis ativam, no ser humano, a necessidade espiritual. A estabilidade traz acomodaço.
Diferentemente de um turista comum, o peregrino aprende mais no trajeto: o que importa é estar sempre em movimento, mesmo que no se saiba qual é a chegada, o ponto final da viagem. É durante o caminho que ele aprende a se desfazer da bagagem – que representa, assim como os sapatos, a identidade do indivíduo, uma forma de proteço da pessoa em relaço ao desconhecido. O importante aqui é, como fez Bonder, jogar-se na interaço com o lugar e, principalmente, com as pessoas. No ter medo de perder a identidade. É por meio da alteridade, de olhar o mundo pelo olhar do outro, que se pode desfazer de sapatos, bagagens, preconceitos e intolerâncias.
Foi a partir desta viso que Bonder identificou como as religiões vêem a importância e a história de Abrao de formas diferentes e desenvolveu o conceito de “paralelismo histórico”. A História no obedeceria necessariamente a uma cronologia rígida, em que um evento vem antes do outro, estabelecendo um único fluxo que comporta uma única verdade: “A História no é to consecutiva e cronológica como me haviam ensinado e como eu a percebia. Há um paralelismo na História. Coisas acontecem ao mesmo tempo, ou mais do que isso, enquanto coisas esto acontecendo para um grupo esto também acontecendo para o outro. No há apenas um acontecimento sobre o qual se possa determinar a autoria e patrimônio.”
Com 1.200 quilômetros, a rota tem início nas ruínas de Haran, na Turquia, local onde, acredita-se, o patriarca ouviu pela primeira vez o chamado de Deus. E se estende por todo o Oriente Médio, incluindo cidades históricas como Alepo, Damasco, Jericó, Nablus, Belém e Jerusalém, e regiões de grande riqueza natural e cultural como as colinas do Líbano, a regio de Ajloun da Jordânia e o deserto de Grajev, em Israel. No trajeto, encontram-se alguns dos locais mais sagrados do mundo. O ponto alto é a cidade de Hebron/ Al Khalil, local do túmulo de Abrao. Futuramente, o caminho será estendido para englobar as idas e vindas de Abrao rumo ao Egito, Iraque e, para os muçulmanos, Meca, na Arábia Saudita. O Caminho de Abrao é um projeto em andamento e mais informações podem ser encontradas em www.abrahampath.org.

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