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A Música Do Cinema  2 - Os 100 Primeiros Anos

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Características principais

Título do livroA Música do Cinema  2 - Os 100 Primeiros Anos
AutorJOÃO MÁXIMO
IdiomaPortuguês
Editora do livroEDITORA ROCCO
FormatoPapel
Tampa do livroMole
MarcaEDITORA ROCCO

Outras características

  • Quantidade de páginas: 444

  • Gênero do livro: Arte,arquitetura e desenho

  • Subgêneros do livro: Música

  • Tipo de narração: Manual

  • ISBN: 9788532515933

Descrição

O som de que canço Fred Astaire e Ginger Rogers dançam juntos, pela primeira vez na tela, em Voando para o Rio (1933)? A resposta é "The Carioca". Você no vai descobrir isso no alentado livro A música do cinema (em dois volumes com, respectivamente, 524 e 444 páginas), do jornalista Joo Máximo. O interesse do autor, 68 anos, 43 deles de jornalismo, ao analisar o primeiro centenário do cinema, de 1895 a 1995, no so as famosas canções dos filmes, mas sim a música incidental, a música de cena, ou como disse ele em entrevista, "a música clássica do século XX". Autores que compuseram trilhas musicais inesquecíveis como Nino Rota, Henry Mancini, Michel Legrand e John Williams ganham vida e obra nas quase mil páginas do abrangente trabalho do jornalista. Mas o que impressiona mesmo ao longo de 12 capítulos é a vasta gama de informações sobre autores mais obscuros e o panorama da música para filmes feita em países como Polônia, Grécia, Suécia, Japo, China e Índia.
"Começa com uma ênfase nos Estados Unidos", conta Joo Máximo, "no só porque a indústria começa lá mas por, logo no início, aqueles compositores europeus, quase todos judeus fugidos do nazismo, terem se instalado em Hollywood. Todos com ambições clássicas, pretendiam escrever óperas e concertos, mas no havia mais lugar para eles nas salas da Europa, e acabaram nos Estados Unidos, a maioria vendo a arte de compor para o cinema com reservas."
A música do cinema prossegue mostrando como aquela arte se desenvolveu ganhando características próprias e passeia pelo trabalho feito por compositores de todo mundo, quase sempre seguindo a linha evolutiva das trilhas sonoras numa narrativa cronológica. Em alguns capítulos Joo Máximo abandona a seqüência cronológica e segue uma ordem mais pessoal, garantindo alguns dos melhores momentos da obra. Como em O toque de Mancini, em que trata do compositor que foi o mais importante de sua geraço, ou em A batuta do braço direito, em que esmiuça quatro famosas parcerias entre compositores e cineastas: Bernard Herrmann e Alfred Hitchcock, Nino Rota e Federico Fellini, Ennio Morricone e Sergio Leone e, de novo, Henry Mancini e Blake Edwards.
Para quem sentiu falta da dupla John Williams e Steven Spielberg na lista o autor explica: "você tenta evitar, mas acaba se deixando trair pelo entusiasmo que tem por certo compositor". Williams foi escolhido por Joo Máximo como o mais importante compositor de cinema em atividade para balizar o capítulo de encerramento do livro, O fim do primeiro século.
Outro capítulo que subverte a estrutura narrativa do livro é o dedicado ao cinema brasileiro. Afinal, as trilhas sonoras nacionais do ênfase às canções, deixando de lado a música incidental, e, conseqüentemente, o tema da obra. "Eu no poderia deixar o cinema brasileiro de fora. Acabei fazendo um ensaio, uma pensata pessoal", explica o autor, que teme que o capítulo possa ferir algumas suscetibilidades. Mas isso torna ainda mais interessante uma obra de fôlego que custou nada menos do que oito anos de trabalho para Joo Máximo.
A música do cinema traz um índice onomástico ao final de cada volume e consta ainda de uma discografia básica, com mais de 350 títulos devidamente cotados e separados por capítulos, o que a torna uma obra de referência essencial para os interessados no assunto.

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