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O Corpo Em Que Nasci

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Rocco
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Características principais

Título do livroO Corpo em que Nasci
AutorGUADALUPE NETTEL
EditoraEDITORA ROCCO
FormatoPapel
MarcaEDITORA ROCCO

Outras características

  • Cobertura: Mole

  • Tipo de narração: Manual

  • ISBN: 9788532528773

  • Páginas: 224

Descrição

Nettel é uma das escritoras com melhor toque literário da narrativa mexicana atual. – Que Leer


Um livro que consegue resolver impecavelmente três objetivos. Primeiro, narrar uma história
de iniciaço e aprendizagem. Segundo, traduzir como se constrói um olhar literário.
E, por último, dotar o relato de uma carga moral comovente. – El Cultural

No início de O corpo em que nasci, o leitor se depara com uma narradora ainda criança, lutando contra uma obstruço de nascença de uma de suas pupilas, que a deixa quase cega de um dos olhos. Os médicos aconselham a seus pais uma série de estímulos oculares, o que faz com que, por anos, ela precise enfrentar diariamente a presença de um curativo tapando o olho sem problemas, para que o “defeituoso” se desenvolva. Fora a tortura de passar quase todo o dia tateando um mundo formado por borrões sem forma, para apenas de noite olhar pessoas e objetos com nitidez, o tampo faz com que tenha que enfrentar os comentários curiosos e maldosos de seus colegas de classe. Desde ento, ela passa a se sentir uma outsider, sempre isolada, sem se integrar ao ambiente.

A imagem do olho que abre o romance (“Nasci com uma auréola branca, ou o que os outros chamam de mancha de nascimento, sobre a córnea do meu olho direito” – Nettel, 2013, p13) serve para refletir sobre a temática de todo o romance. É através do olhar dos outros que a narradora de O corpo em que nasci encontra pelo caminho, que a viso de si mesma vai se formando. E ela se sente diferente, inadequada. Mas, ao longo das páginas, os conceitos do que é ser diferente e do que é ser normal esto sempre sendo postos em cheque, revelando uma fronteira quase imperceptível entre um e outro.

Narrado do div de um analista, a narradora despeja um longo depoimento sobre sua infância e adolescência, as marcas irremediáveis que esses acontecimentos deixaram em sua personalidade e o caminho até a aceitaço de si mesma. A menina enfrenta ainda a sinceridade desmedida dos pais, que tentam viver os preceitos de liberdade e honestidade dos anos 1970, deixando a filha sempre confusa, com respostas muito mais honestas do que sua maturidade pode compreender; os efeitos de uma vizinhança cercada de exilados argentinos e chilenos, fugidos de ditaduras, com suas crianças traumatizadas e de olhar triste; a aparente injustiça do divórcio; a priso do pai.

Inspirado na trajetória da autora, o livro acompanha ainda aspectos de sua vida adulta: noites de autógrafos, viagens e toda uma rotina de eventos literários. Olhar para uma foto da autora é comprovar a presença de um olho marcado por uma mancha branca. Mas, ao final do romance, Nettel duvida da veracidade daquilo que relata e declara que, o que conta, no pode ser comprovado. O jogo é justamente esse. No importa o quo semelhantes so a narradora e a autora, as fronteiras entre ficço e realidade já aparecem irremediavelmente borradas para o leitor.

O corpo em que nasci faz parte da coleço Otra Língua, dedicada a autores hispano-americanos e organizada pelo escritor Joca Reiners Terron, com traduço de jovens autores brasileiros. O livro inclui ainda o texto do escritor mexicano Juan Pablo Villalobos, “Freak is beautiful”, sobre o livro de Guadalupe e a forma como o anormal, o diferente, é uma temática recorrente na obra da autora. “E se alguém se crê normal, será melhor que se apresse a esconder as antenas”, afirma Villalobos ao fim de seu texto.

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