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O Retorno Da História E O Fim Dos Sonhos

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Rocco

Rocco

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    Características principais

    Título do livroO Retorno da História e o Fim dos Sonhos
    AutorROBERT KAGAN
    IdiomaPortuguês
    EditoraEDITORA ROCCO
    FormatoPapel
    MarcaEDITORA ROCCO

    Outras características

    • Cobertura: Mole

    • Gênero do livro: Ciências Humanas e Sociais

    • Subgêneros: Política

    • Tipo de narração: Manual

    • ISBN: 9788532514738

    • Páginas: 120

    Descrição

    Depois do fim da Guerra Fria, o mundo vislumbrou a possibilidade de uma nova ordem internacional com fins mais pacíficos, onde a possibilidade de um futuro sombrio regado a bombas e mísseis seria apenas contada em histórias de ficção científica. No entanto, o sonho não se tornou realidade. O fim de uma luta entre dois diferentes pólos de pensamento político e econômico deu lugar a um não tão admirável mundo novo onde múltiplos países tentam se reerguer, se rever e, principalmente, se reafirmar numa estrutura geopolítica com apenas uma única superpotência – a americana – e um vácuo de poder a ser preenchido por novos atores políticos que desejam realizar antigos projetos nacionais e reaqueceram antigas disputas, criando novas tensões e deixando o mundo em permanente estado de insegurança.
    Em O retorno da história e o fim dos sonhos, o historiador Robert Kagan analisa por que o sonho de um mundo onde reinariam a paz e a cooperação acabou, ou teve, pelo menos, sua concretização adiada. Mostra que os conflitos entre países, etnias e religiões ganharam novo fôlego e novas guerras surgiram no horizonte e jogaram o mundo numa nova ordem baseada em antigos valores nacionalistas que remontam à formação dos Estados-nação no século XIX. Apesar de os Estados Unidos continuarem sendo “a” superpotência, outros países surgiram para disputar um pedaço desta hegemonia como a China, a Rússia, a Índia e o Japão.
    No início dos anos 90, o mundo parecia otimista. O colapso do império comunista e a aparente adoção da democracia por parte da Rússia pareciam ser presságios de uma nova era de convergência global. Os grandes adversários da Guerra Fria de repente compartilhavam diversos objetivos comuns, incluindo o desejo de uma integração política e econômica. Mesmo depois da repressão política que começou na Praça da Paz Celestial em 1989 e dos preocupantes sinais de instabilidade na Rússia depois de 1993, a maioria dos americanos e europeus acreditava que a China e a Rússia estavam no caminho do liberalismo. Assim, neste caminho, se realizava o desejado sonho dos Estados-nação crescendo juntos ou mesmo desaparecendo, conflitos ideológicos suavizando-se, culturas se miscigenando, o livre comércio e as comunicações se desenvolvendo. Enfim a democracia se espalhando de Leste a Oeste, de Norte a Sul.
    Mas, como analisa o autor, a despolarização dos blocos da Guerra Fria permitiu a ascensão das autocracias – China e Rússia, apesar de terem aberto sua economia não fizeram o mesmo com a política – e a distração e a confiança exagerada das democracias em seu modelo liberal, o que as tornou vulneráveis a propostas de novas formas de governo e nacionalismo, mais totalitárias. Kagan mostra – por meio do exame detalhado de cada nação que disputa o poder na era pós-Guerra Fria – que a competição internacional entre grandes potências voltou com força total com Rússia, China, Europa (por meio da União Européia), Japão, Índia, Irã, Estados Unidos e outros países disputando lideranças regionais. As lutas por status e influência no mundo voltaram a ser questões centrais da cena internacional. A antiga competição entre liberalismo e autocracia também emergiu novamente, com as grandes potências mundiais se alinhando cada vez mais de acordo com a natureza de seus regimes. E a luta ainda mais antiga estourou entre os radicais islâmicos e as potências e culturas seculares modernas, que os primeiros acreditam terem penetrado, dominado e contaminado o seu mundo islâmico. Segundo o autor, à medida que essas três lutas se combinam e colidem entre si, a promessa de uma nova era de convergência global enfraquece. O mundo entrou em uma era de divergências.
    Para Kagan, cabe agora às democracias decidir como responder a esta nova e imprevisível situação. Como elas irão reagir a esse “retorno da História”? Desunidas e questionando-se a respeito dos próprios valores – como a imposição pela força do regime democrático a outras nações, um paradoxo que tem nos Estados Unidos seu maior representante – elas devem evitar que outras alternativas a elas, como as poderosas autocracias que têm se firmado, moldem a ordem mundial que está por vir e tornem realidade o futuro sombrio que faria parte apenas das hipotéticas histórias de ficção científica.


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