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Clarice Na Cabeceira Romances

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Rocco

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    Características principais

    Título do livroClarice na Cabeceira – Romances
    AutorClarice Lispector
    IdiomaPortuguês
    EditoraEDITORA ROCCO
    FormatoPapel
    MarcaEDITORA ROCCO

    Outras características

    • Cobertura: Mole

    • Tipo de narração: Manual

    • ISBN: 9788532527103

    • Páginas: 172

    Descrição

    Clarice Lispector escreveu nove romances. Clarice na Cabeceira – Romances reúne não apenas fragmentos dessas obras, mas histórias que revelam a busca, como a autora mesma dizia, pelo que está “atrás de detrás do pensamento”. Antes de cada texto, o organizador da coletânea, o jornalista, escritor e crítico literário José Castello, faz uma síntese do romance em questão e do momento vivido por Clarice ao escrevê-lo. Seguindo a linha dos sucessos Clarice na cabeceira – Contos e Clarice na cabeceira – Crônicas, em que diferentes personalidades apresentam seus textos favoritos da autora, a nova seleção traz o olhar ao mesmo tempo especializado e sensível do jornalista, e funciona como porta de entrada para a obra de Clarice, assim como uma oportunidade de tê-la sempre à mão.

    Considerada pela crítica brasileira e estrangeira como uma das maiores escritoras do século XX, Clarice Lispector criou histórias densas, protagonizadas por personagens que são ao mesmo tempo fortes, mas repletos de fragilidades.

    Com Perto do coração selvagem, sua estreia na literatura, a escritora deu vida a Joana, narrando uma história em dois planos: a personagem na infância, convivendo com o pai, e no início da vida adulta, prestes a se casar. Como aponta José Castello, o relato da vida da protagonista é um amontoado de incongruências, sentimentos disformes e vazios. Nada mais adequado à alma feroz de Joana, que não se adapta às boas regras da vida civilizada.

    O lustre foi iniciado em Belém do Pará, para onde Clarice se mudou ao se casar com o diplomata Maury Gurgel Valente, mas concluído apenas em 1945, ao passar pelo Rio, pouco antes de partirem para a Itália. Desta vez, a protagonista chama-se Virgínia. Ela recorda-se dos dias passados na granja da família, acompanhada pelo irmão Daniel. É nesse cenário que aparece o lustre, uma metáfora, como explica Castello, de um vazio que a protagonista procura preencher com sua existência diária.

    Terceiro livro de Clarice, A cidade sitiada, foi escrito na Suíça e “alguma coisa da atmosfera gelada impregnou-se em sua escrita”, avalia Castello. A história é protagonizada por Lucrécia Neves, uma mulher para quem as coisas sempre dão errado. Já A maçã no escuro, primeiro romance protagonizado por um homem, foi escrito depois de um longo intervalo e apresenta um tom secreto e introspectivo. O livro conta a história de Martim, que após matar a mulher e ser preso tem planos de escrever um livro.

    Em sua apresentação, Castello questiona se este livro de Martim não seria A paixão segundo G.H., o romance seguinte de Clarice. G.H. é uma mulher burguesa, que ao fazer uma faxina no quarto de serviço espreme uma barata contra a porta. Esse é o ponto de partida da perturbadora viagem psicológica protagonizada por G.H.

    Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres é considerado um hino ao amor. Quanto mais se empenha em conhecer Ulisses, menos Lóri o conhece. “É na separação brusca e fatal, e não na união consoladora e perfeita, que o amor surge, Lóri descobre, depois de grande sofrimento”, descreve Castello. Água viva seria o próximo livro, escrito sem pretensões. Clarice tomou notas dispersas durante longo tempo e colocou-as em uma caixa. Um dia, como descreve Castello, ocorreu à autora buscar algum elo entre aqueles escritos e descobriu que ali havia um romance. Assim, criou uma história que podia ser lida de várias maneiras, em várias direções.

    Publicado em 1977, ano da morte de Clarice, A hora da estrela, que conta a trágica história da nordestina Macabéa, “é uma magistral reflexão a respeito não só da complexidade do real, mas de nossa incapacidade de fisgá-lo”, salienta Castello.

    Completando a trajetória literária de Clarice Lispector surge Um sopro de vida, escrito enquanto ela preparava A hora da estrela. O livro, acerca da relação tensa entre o autor e uma personagem, porém, ficou inacabado, e foi publicado postumamente.



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