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Só Para Gigantes

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Rocco
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Características principais

Título do livroSó para Gigantes
AutorGABI MARTÍNEZ
IdiomaPortuguês
Editora do livroEDITORA ROCCO
FormatoPapel
Tampa do livroMole
MarcaEDITORA ROCCO

Outras características

  • Quantidade de páginas: 416

  • Tipo de narração: Manual

  • ISBN: 9788532528155

Descrição

Para escrever Só para gigantes, o escritor barcelonês Gabi Martínez quebrou uma regra particular de trabalho segundo a qual ele no deveria, em hipótese alguma, arriscar a vida para conseguir uma história. Mas o apelo para contar a trajetória de Jordi Magraner foi maior. Este zoólogo aventureiro – de nacionalidade espanhola, mas nascido em Casablanca, no Marrocos, e criado na França – passou 15 anos pesquisando nas montanhas do Hindu Kush, no Paquisto, até ser encontrado morto, em 2002, ao lado de seu ajudante adolescente, Wazir Ali. Ambos foram degolados. O objetivo – ou a obsesso – de Magraner era investigar a existência do mitológico homem das neves, o yeti, ou barmanu, como é conhecido na regio. Autor dos livros de viagem Los mares de Wang e Sudd, este último publicado no Brasil pela Rocco, e referência do novo jornalismo literário espanhol, Gabi Martínez conversou com os habitantes de Chitral, teve acesso aos diários íntimos de Jordi Magraner e correu risco de vida ao visitar a tribo paquistanesa onde o zoólogo viveu para traçar o perfil desse cientista à moda antiga, aventureiro, romântico e contraditório. Em tibetano, “yeh” significa “animal selvagem”; e “teh”, “lugar rochoso”. Existem milhares de depoimentos de pessoas que asseguram ter visto a criatura. As descrições mais ou menos coincidem: ela habitaria zonas de montanha elevadas e recônditas. Seu nome também muda: na América do Norte é conhecido como “bigfoot” (pé grande). Para quem estranha o objeto de pesquisa de Jordi Magraner, o livro apresenta dados científicos que vo além da simples lenda: especialistas asseguram que no planeta há milhares de seres ainda desconhecidos do homem. So as chamadas espécies invisíveis que, contrariando as aparências, habitam enormes territórios sobre os quais pouco se sabe: a Papua Nova Guiné, o Amazonas, as barreiras de coral, as fossas oceânicas e a parte alta das grandes cordilheiras.  Dedicando a vida a encontrar um monstro, Magraner acabou esbarrando numa espécie bem conhecida: o homem. Na melhor tradiço dos livros de viagem e também dos relatos de jornalismo literário e investigativo, Só para gigantes tem início sete anos depois da morte – anunciada pelos talibs, mas até hoje no esclarecida oficialmente – de Jordi Magraner. Em busca de pistas, o autor chega à fronteira entre o Paquisto e o Afeganisto num avio de hélices que sobrevoa a cordilheira com cerca de 40 picos com mais de seis mil metros e majestosos topos que abrigam lagos, geleiras, gargantas e bosques virgens. Lá embaixo, na regio de Chitral, vive a comunidade dos kalasch, uma tribo de origem indoeuropeia que no comunga das tradições muçulmanas majoritárias no país. Os homens produzem e bebem vinho; as mulheres no só no usam véus como se maquiam. No meio deles, Magraner se estabeleceu, ajudando a preservar sua cultura ameaçada, e acabando por ficar ele mesmo ameaçado. “Escrever a história de Jordi era uma aposta radical”, anota Gabi Martínez. “Sua aventura, sua obsesso no poderiam ser transmitidas com um mínimo de credibilidade sem eu viajar para o Paquisto, mais concretamente para a zona que os analistas políticos e militares ainda apontavam em 2009 como a base das operações da Al-Qaeda. E, ao descobrir que estava me propondo a visitar aquela verso ocidental do inferno, renunciando pela primeira vez a meus princípios de evitar as situações de risco evidente, ao comprovar essa mudança decisiva e, sobretudo, a necessidade de realizar aquela viagem, eu meu senti intimamente unido ao homem que investigava.” O resultado revela um aventureiro como os de antigamente – espécie de David Livingstone dos tempos modernos – com seus sonhos, angústias e idiossincrasias, e cuja estranha grandeza se equipara à própria criatura, o yeti, que perseguiu sem encontrar. 

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