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As Mulheres Do Nazismo

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Rocco
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Características principais

Título do livroAs Mulheres do Nazismo
AutorWendy Lower
IdiomaPortuguês
EditoraEDITORA ROCCO
FormatoPapel
MarcaEDITORA ROCCO

Outras características

  • Cobertura: Mole

  • Gênero do livro: Ciências Humanas e Sociais

  • Subgêneros: Política

  • Tipo de narração: Manual

  • ISBN: 9788532528995

  • Páginas: 288

Descrição

Para a consultora do Museu do Holocausto, Wendy Lower, autora de As mulheres do nazismo, uma das descobertas mais chocantes das pesquisas realizadas sobre o regime de Hitler foi descobrir o envolvimento de milhares de mulheres nos atos sádicos e sanguinários do ditador. O lado frágil e maternal, associado normalmente ao sexo feminino, dá lugar a histórias de assassinatos de crianças, caçadas frias a judeus, execuções sem piedade. Elas se arrependeram? Por que mataram? Muito pouco se estudou sobre a situaço das mulheres que contribuíram com o regime nazista. Wendy Lower vai fundo na questo, analisando casos, teorias de historiadores, estudiosos e psicanalistas, e chega a concluso de que elas esto longe de ocupar o papel de vítimas de um acontecimento histórico. A Cruz Vermelha alem treinou 640 mil mulheres durante a era nazista e cerca de 400 mil serviram na guerra. Muitas trabalharam em funções de apoio, como secretárias e enfermeiras, por exemplo. Mas grande parte se transformou em assassinas frias e torturadoras. “As Mulheres do Nazismo no eram sociopatas marginais. Elas acreditavam que suas ações violentas eram atos de vingança justificados, praticados contra inimigos do Reich. Na mente delas, esses atos eram expressões de lealdade” (Lower, 2014, p. 16). É o caso de Erna Petri. A autora descobriu sua história enquanto pesquisava nos arquivos do Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos. Em depoimentos, Petri descreve garotos judeus seminus em sua propriedade, choramingando enquanto ela apontava a pistola. Meninos que quase conseguiram escapar, no fosse a atuaço implacável de uma mulher que, apesar de também ter filhos, no se deixou levar pelas súplicas infantis. No interrogatório, a mulher declarou que sua atitude se justificou pelo desejo de provar seu valor para os homens e a vontade de se associar ao antissemitismo do regime. A figura protetora das enfermeiras também ganhou nuances distintas durante o regime nazista. “Na Alemanha, elas participavam da seleço de doentes físicos e mentais nos hospitais, e escoltavam essas vítimas para a morte em câmaras de gás ou lhes aplicavam uma injeço letal” (idem, p. 55). E, além de promover uma seleço nada natural dos que deviam permanecer vivos e integrar a naço, elas testemunharam assassinatos e privações dos judeus e prisioneiros de guerra soviéticos, e estavam na plataforma de trens impassíveis, enquanto judeus trancados nos vagões imploravam por socorro. Muitas cometeram assassinatos em massa, quando o programa de eutanásia se expandiu da Alemanha para a Polônia. E o que dizer das professoras? Elas tiveram um papel nada secundário, essencial na pregaço das ideias nazistas para as novas gerações de alems, um trabalho constante de doutrinaço e convencimento. Mas no apenas isso. Bater em crianças que no se conformassem era uma prática comum nos anos 1930, e menores com alguma deficiência eram denunciados para a triagem. A autora ainda detectou a presença de mulheres em caçadas a judeus, prática realizada apenas para a diverso de alemes embriagados. “Os judeus se tornaram alvos fáceis que traziam satisfaço instantânea a atiradores inexperientes e geralmente embriagados. Exaustos e malnutridos, os trabalhadores judeus caminhavam lentamente pela neve. Suas silhuetas negras se destacavam na paisagem branca do inverno”  (idem, p.121). Lower revela uma faceta cruel associada à atuaço das mulheres alems durante a guerra. “O genocídio é coisa de mulheres também. Tendo ‘oportunidade’, as mulheres se aliam a ele, mesmo em seus aspectos mais sangrentos. Reduzir a culpa das mulheres a poucos milhares de guardas femininas desencaminhadas por lavagem cerebral no representa a realidade do Holocausto” (idem, p. 181), conclui.

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