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Cantiga De Findar

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Rocco
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Características principais

Título do livroCantiga de findar
AutorJulián Herbert
EditoraEDITORA ROCCO
FormatoPapel
MarcaEDITORA ROCCO

Outras características

  • Cobertura: Mole

  • Tipo de narração: Manual

  • ISBN: 9788532529503

  • Páginas: 256

Descrição

Cantiga de findar, de Julián Herbert, engrossa um filo literário moderno que já desfruta status de tradiço: a narrativa em que se cruzam verdade autobiográfica e ficço pessoal, resultando uma ambiguidade perfeita e insolúvel. O que se passou de fato? E o que no se passou? Nunca saberemos. Assim, na dúvida, a leitura é sempre mais instigante e prazerosa. Publicado em 2011, o livro fez do autor mexicano um nome internacional, com seguidas traduções, além de lançamento nos demais países de língua espanhola, reconhecimento da crítica e apreço dos prêmios de romance Jaén e Elena Poniatowska (em 2011 e 2012, respectivamente). Nele, conta-se uma dura história. Guadalupe Chávez, a me do narrador, uma mulher que foi bela quando jovem e ganhou a vida como prostituta, está com leucemia, presa a uma cama de hospital, “com os braços cheios de hematomas causados pelas agulhas, conectada a equipos translúcidos manchados de sangue seco, transformada agora numa espécie de mapa químico por pequenos letreiros que anunciam, em caneta Bic e cheios de erros ortográficos, a identidade dos venenos que lhe injetam”. No quarto 101 do Hospital Universitário de Saltillo (Coahuila, México), um homem chamado Julián Herbert – o mesmo nome do autor do livro – cuida de dar banho e de comer à paciente. Ao mesmo tempo escreve quase às escuras num laptop sobre sua me. Ela teve cinco maridos e um dia foi “belíssima: baixinha e magra, o cabelo liso caindo até a cintura, o corpo maciço e uns traços indígenas sem-vergonhas e reluzentes”.  Também descreve a progresso da doença dela até a morte. Quem narra, na atualidade, é um autor adulto, mais ou menos consagrado, que recebeu prêmios literários e constantemente viaja para participar de festivais em Berlim e Havana. Fica evidente que o narrador compartilha quase todas as coordenadas biográficas de Julián Herbert, o escritor de carne e osso. Mas a força do texto em Cantiga de findar (Canción de tumba, no original) no reside no seu caráter de testemunho, e sim na sua potência como romance puro e simples. Sobretudo na linguagem utilizada, que nos chega de forma poderosa, barroca, musical, por vezes deselegante mas eficiente. A estratégia de mesclar verdade e ficço íntimas é recurso consagrado por André Malraux, Loius-Ferdinand Céline, Patrick Modiano – autores de língua francesa, na qual apareceu o termo “autoficço” – e também pelos espanhóis Javier Marías, Enrique Vila-Matas e Javier Cercas.  Da mesma geraço de Julián Herbert, há os exemplos do chileno Alejandro Zambra, com Formas de voltar para casa, e da também mexicana Guadalupe Nettel, com O corpo em que nasci, publicada na coleço Otra Língua, da Rocco. Composto por peças soltas – contos na melhor classificaço do gênero, diatribes contra o México (chamado ironicamente de “Suave pátria”, como no poema de Ramón López Velarde), pequenas vinhetas, trechos de diários e de lembranças, homenagens a Guillermo Cabrera Infante – que se encaixam de maneira um tanto caótica mas sem perda da fluidez narrativa, o livro em algumas dessas partes beira o ensaio, utilizando-se de outro dos recursos do romance moderno. Num trecho em especial discute-se o gênero memorialístico à luz dos ensinamentos do escritor irlandês Oscar Wilde: “Wilde considerava que escrever autobiograficamente reduz a experiência estética. No concordo: apenas a proximidade e a impureza de ambas as áreas podem criar sentido. (...) Escrevo para transformar o perecível. Escrevo para entoar o sentimento. Mas também escrevo para tornar menos incômodo e tosco este sofá de hospital.” So palavras que, segundo nota o diplomata Gustavo Pacheco no posfácio, compõem uma declaraço de intenções do autor, e que, de certa forma, explicam a natureza híbrida do livro.
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