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Informações da loja

Rocco
Rocco

Loja oficial no Mercado Livre

Características principais

Título do livroO caminho de casa
AutorYAA GYASI
IdiomaPortuguês
Editora do livroEDITORA ROCCO
Capa do livroMole
Ano de publicação2017
MarcaEditora Rocco

Outras características

  • Quantidade de páginas: 448

  • Altura: 210 mm

  • Largura: 140 mm

  • Peso: 497 g

  • Tradutores: Barcellos Waldéa

  • Tipo de narração: Manual

  • ISBN: 9788532530592

Descrição

Romance de estreia da jovem autora ganense-americana Yaa Gyasi, O caminho de casa chega ao Brasil com reconhecimento de crítica e público suficientes para justificar toda a expectativa gerada pela sua publicaço. Se debruçando com maturidade sobre as feridas abertas da escravido, Gyasi constrói uma obra “surpreendente” (The Guardian) e “hipnotizante” (The New York Times), “um tesouro a ser apreciado” (Financial Times).     Consagrada como melhor estreia literária pelo prêmio 2017 PEN/Hemingway, O caminho de casa é uma coleço das histórias interligadas de duas irms e suas sete gerações de descendentes. Nas primeiras páginas, conhecemos Effia, nascida no século XVIII, no calor almiscarado da terra dos fântis de Gana, na Costa do Ouro africana. Uma das mais belas jovens de sua aldeia, vítima da ira constante da mulher que a criou, Effia se vê afastada da família ao ter sua mo concedida a um homem branco, James Collins, governador britânico recém-nomeado para o Castelo de Cape Coast. Ali, no conforto de seu novo lar, Effia no pode imaginar que sua meia-irm axânti, Esi – da qual desconhece a existência –, está no calabouço, empilhada com outras centenas de escravos, em meio a excrementos e gritos de raiva e medo, à espera dos navios que os levaro para as plantations na América do Norte e do Caribe.   É nos ramos da árvore genealógica de Effia e Esi que Yaa Gyasi explora os reflexos da escravido ao longo de 250 anos. Cada capítulo em O caminho de casa tem seu protagonista e sua história de opresso, mantida no apenas pelas correntes físicas enroladas nos pulsos e tornozelos, mas também pelas correntes invisíveis que envolviam a mente mesmo após o fim do comércio legal de escravos.   Das fortalezas construídas pelos europeus e aldeias onde viviam os fântis e axântis nas terras africanas às plantations e minas de carvo no Alabama, Estados Unidos, aos estaleiros em Maryland e o Harlem, o leitor é apresentado a Ness, Quey, H Duas-Pa´s, Kojo Freeman, Abena, Yaw, Marcus, para citar apenas alguns dos nomes que juntos compõem um retrato do que a escravido significou – e ainda significa – para milhões. So crianças, jovens, adultos, idosos que carregam cicatrizes físicas e emocionais inimagináveis, que se viram retirados à força dos braços de suas mes, acorrentados e enviados para o outro lado do Atlântico, e que, após o fim da escravido, continuaram a ser segregados, vivendo sob a iminente ameaça de serem mandados de volta para seus senhores e serem presos por ocorrências como no atravessar a rua quando vinha uma mulher branca.     “Todos eram responsáveis. Nós todos éramos... nós todos somos.” Entre os atributos do romance mais celebrados pela crítica está a coragem e honestidade da autora ao tratar de um assunto complexo como a escravido sem recorrer a soluções fáceis como sentimentalismo e o delineamento do bem e do mal em linhas claras (The Washington Post). É com personagens negros, mestiços e brancos igualmente capazes de atos de generosidade e bárbarie que Gyasi aborda tópicos sensíveis como a cumplicidade de africanos no comércio de escravos, intensificada pela exploraço de rivalidades preexistentes entre povos da mesma etnia pelo homem branco (Abro Ni, o perverso); as falsas promessas e alianças; a violenta realidade da fome, chibatadas, estupros, às vezes diários; a separaço, destruiço completa de famílias; as tentativas, muitas vezes frustradas, de se reerguer, fazer alguma coisa a partir de um passado que se preferiria esquecer.   “Nós acreditamos na história de quem detém o poder… Por isso, quando se estuda História, é preciso sempre fazer perguntas. Que história no está sendo contada?”, alerta a professora Yaw a seus alunos no livro. É essa história que Gyasi, se juntando a outras autoras negras como Toni Morrison (Amada) e Chimamanda Ngozi Adichie (Hibisco Roxo), tenta contar em O caminho de casa, amplificando vozes que, em pleno século XXI, continuam a ser sistematicamente silenciadas.   “Quanto vale o bicho humano?”, se questiona Effia diante das atividades comerciais do seu marido branco. Em países como os Estados Unidos e o Brasil, onde a desigualdade racial continua a pleno vapor, onde, por exemplo, a incidência de homicídios de negros é infinitamente superior à de brancos, a pergunta de Effia continua pertinente. Mais do que um retrato do quo cruel e terrível foi a escravido, O caminho de casa mostra seu impacto no mundo contemporâneo, vem para nos lembrar como chegamos aqui, evitando que essa parte significativa da História que gera tanto desconforto seja esquecida, e chamando a atenço para a constante criaço de novas formas de subjugaço do negro na sociedade. É uma obra literária necessária, essencial.