Caracteristicas

  • Título do livro Imagem e história
  • Autor Marcos Fabris e Patrícia Kruger (Organizadores)
  • Língua portug
  • Editorial Beca
  • Formato Papel

Descrição do vendedor

O livro tem por objetivo discutir a utilização das imagens engendradas no âmbito da pintura, da fotografia e do cinema, investigando as relações que estabelecem com seus contextos sócio-históricos de produção. Serão, assim, consideradas “imagens” aquelas produzidas por meio do pincel (e derivados) e das câmeras fotográficas e cinematográficas – os modos mais imediatamente associados à produção imagética. Entretanto, pretende-se também refletir sobre o que poderíamos definir por “conceito fixo” de imagem, ou seja, toda noção convencional de “tradução da experiência empírica” por modos e métodos caros às artes representacionais. Nesses termos, caberá, inclusive, investigar como se constituem as imagens no âmbito da literatura e da dança e como, no próprio seio das artes visuais, a construção imagética informada poderá colocar em xeque seu referencial imediato para, desse modo, explodir as noções convencionais de representação, alargar as formas artísticas e, com elas, as possibilidades de figuração da matéria social perscrutada e sedimentada em cada um dos objetos considerados.
Norteados por tais premissas, os autores que integram este projeto partilham com o leitor suas reflexões sobre as relações entre Imagem e História. No ensaio “Magiciens de la terre: abertura aos cinco continentes?” Marcos Fabris investiga a relevância e a contribuição de uma das exposições mais significativas no âmbito da História da Arte contemporânea, ocorrida em Paris em 1989. O autor identifica e investiga suas matrizes artísticas e históricas, bem como suas avaliações críticas, para melhor compreender suas propostas, avanços e legados no universo artístico contemporâneo. Patrícia Kruger apresenta reflexões instigantes sobre a criação e utilização de imagens no universo cinematográfico com o ensaio “Rompendo a ficção: invasões iconográficas em filmes de Lars von Trier”. Muito tem sido discutido a respeito das alusões que o cineasta faz, em sua cinematografia, a pinturas, ou mesmo sobre as fantásticas recriações de obras pictóricas que surgem das composições imagéticas de seus filmes. Pouca atenção, contudo, tem sido dada a demais elementos iconográficos que parecem “invadir” seus filmes. Kruger averigua a motivação da inserção de fotos, desenhos e xilogravuras em alguns de seus filmes – e as consequências artísticas e ideológicas dessas “inusitadas invasões”. No ensaio “‘...o homem que tirou fotografia da gente...’: Mário de Andrade na Amazônia”, Pedro Fragelli analisa a produção fotográfica produzida pelo escritor Mário de Andrade, em especial suas fotografias amazônicas. Aqui interessa não apenas o vanguardismo dessas imagens, mas a ótica modernista empregada para retratar criticamente a matéria social pré-moderna. Busca-se demonstrar, no embate entre forma e conteúdo, como Mário de Andrade revela a emergência de uma consciência social que se agudizará ao longo dos anos 1930. Gabriela Bitencourt nos apresenta “História e ideologia: a propaganda da Gillette em Manhattan Transfer”, expondo de que forma o romance Manhattan Transfer, publicado em 1925 por John Dos Passos, apropria-se na malha da narrativa de uma propaganda muito popular do início do século XX. A investigação sobre a relação estabelecida entre a incorporação da propaganda como material, a um só tempo, artístico e documental e o desenvolvimento particular do modernismo literário estadunidense compõe o segundo momento do texto. Examina-se também os desdobramentos literários dessa relação e quais problemas a forma do romance de Dos Passos foi capaz de iluminar.
Com o ensaio “Colaboração artística e o conceito de autoria em Verdades e mentiras”, Marcos Soares nos traz uma análise do filme Verdades e mentiras (1976), cuja direção é assinada pelo cineasta Orson Welles. O filme será visto como uma reflexão a respeito do cinema como trabalho coletivo e, portanto, como arma desmistificadora do conceito da autoria individual nas artes. Para esse fim, serão enfatizados não apenas os modos por meio dos quais o filme mostra a equipe de profissionais envolvidas no fazer artístico, mas também a reflexão do filme sobre o papel econômico do conceito tradicional de autoria no seio do mercado contemporâneo das artes. Jane Oliveira é a responsável por pensar as relações entre imagem e história no campo da dança. Em “Momentos de suspensão”, a bailarina e pesquisadora nos propõe a análise de algumas fotografias tomadas por Robert Fraser em um concerto da coreógrafa e bailarina Martha Graham, no ano de 1937. Sendo a dança uma arte efêmera, sem base material duradora, o intuito é discutir as potencialidades da fotografia como material para a construção de uma história da dança. Paula Barbosa nos apresenta “Rastros de Pedra Bonita e Cangaceiros em Deus e o Diabo na Terra do Sol”. O ensaio trata da presença dos romances Pedra Bonita (1938) e Cangaceiros (1953), de José Lins do Rego, no filme Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), de Glauber Rocha. A partir da análise dos dois romances, bem como de um estudo de Glauber Rocha da obra do romancista paraibano, aponta-se a presença crucial do enredo dos dois romances no roteiro do filme e na construção de suas personagens e do espaço do sertão, povoado por beatos e cangaceiros. Finalmente, com “O pincel, a pena e a espada: considerações sobre a formação do olhar na pintura francesa do século XVIII”, Daniel Garroux procura demonstrar, por meio do comentário de obras e do recurso a um cabedal teórico não especializado, três momentos da formação do ponto de vista na pintura francesa do século XVIII, procurando depreender algumas das consequências desse processo na crítica de arte do Salão de 1765 de Denis Diderot.
Devemos, por fim, enfatizar que os ensaios críticos aqui reunidos têm por objetivo expandir as discussões e reflexões sobre as relações entre imagem e história dentro e fora do âmbito acadêmico – nosso alvo é todo leitor interessado na discussão, especialista ou não. Afinal, as imagens, as histórias das imagens e a história não reconhecem as fronteiras demarcadas pela liturgia acadêmica; abarcam experiências de caráter coletivo, multidisciplinar e não perdem de vista os liames entre matéria artística e solo histórico. Ao crítico não cabe prescrever regra ou gosto, mas tornar as formas artísticas eloquentes para que ouçamos com elas as formas sociais.
Marcos Fabris e Patrícia Kruger

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