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DORIS MONTEIRO
LP:
DORIS MONTEIRO
ORIGINAL 1970 / ESTEREO
CAPA SANDUICHE
GRAV. ODEON / MOFB - 3622
CAPA E VINIL EM PERFEITO ESTADO
VG +
 
ÊSTE É CONSIDERADO SENÃO O MELHOR, UM DOS MELHORES TRABALHOS DE DORIS, ENTÃO MADURA E NO AUGE DA CARREIRA.
COMPOSIÇÕES DE :
ANTÔNIO ADOLFO, JORGE BEN, NONATO BUZAR, BADEN POWELL, ETC
Há exatos 50 anos, surgia uma cantora diferente numa MPB dominada por vozeirões e arranjos grandiloqüentes. Era a pequena Adelina Doris Monteiro, que em 1951 invadiu as rádios de todo o Brasil com o samba-canção Se Você Se Importasse (de Peterpan). Ela tinha 16 anos de idade e cumpria um agenda de gravações na Todamérica e de apresentações em rádios e boates ao lado de sua mãe, munida de um alvará do Juizado de Menores. Uma das pioneiras, ao lado de Nora Ney e Carmen Costa, de um estilo diseuse de cantar, Doris ainda por cima era muito bonita e acrescentava à voz um charme muito comum às intérpretes francesas, como Luciene de Lilis - que a inspirou quando, aos 14 anos, decidira tentar a sorte no programa da Rádio Nacional Papel Carbono, de Renato Murce. Depois que ganhou o primeiro lugar, nunca mais parou de cantar, apesar de ser filha de uma família humilde, de portugueses, cujo pai era porteiro de um prédio em Copacabana (RJ). Sucesso com seu 78 rpm de estréia, Doris foi sendo solicitada para a TV, o cinema (foi premiada logo em seu primeiro papel, em Agulha no Palheiro, de Alex Viany) e por diversas gravadoras, onde registrou uma discografia respeitável. A partir de 1955, divulgou a obra do compositor Fernando César, que lhe deu diversos sucessos, como Dó-Ré-Mi, Graças a Deus, Joga a Rede no Mar e Vento Soprando. Em 56, Billy Blanco lhe deu Mocinho Bonito, que inaugurou sua fase de cantora de sambas sincopados, aquela com que brilharia nos anos vindouros. Não por acaso, quando a bossa nova apareceu, Doris se sentiu em casa - canções suaves e sensuais eram tudo que sua voz precisava para brilhar. Nas décadas seguintes, a cantora primou pelo repertório bem escolhido, que lhe conferiu muito prestígio no meio da MPB. Além de tudo, Doris não foi apenas uma cantora avançada, da transição do samba-canção para a bossa nova. Foi também uma mulher à frente de seu tempo, sempre impondo seu temperamento seja como artista, filha ou esposa, num tempo em que as mulheres tinham papéis muito marcados na sociedade, sempre à mercê da vontade dos homens. Dispensou a maternidade e livrou-se de todos os namorados e maridos que a passaram para trás. Em entrevista a CliqueMusic, Doris Monteiro narra passagens curiosas de seus 50 anos de carreira. Explica que sempre detestou canções muito dramáticas - comuns à época que iniciou sua carreira - como Ronda (Paulo Vanzolini), que chegou a gravar apenas por imposição de uma gravadora. Conta que recebeu uma crítica negativa por seu primeiro disco que quase acabou com sua carreira, não fosse a excelente receptividade do público. Explica, emocionada, como o pai conservador consentiu que ela fosse cantora. Confessa que mesmo sendo muito fã de Dick Farney e Lúcio Alves, jamais pertenceu ao Sinatra-Farney Fã-Clube, apesar de livros, como Chega de Saudade, de Ruy Castro, afirmarem o contrário.
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TENHO MUITOS DISCOS DE DORIS , DESDE O 1º EM 78 RPM, PASSANDO PELO TB 1º VINIL DE 10", DE 12", E VÁRIOS OUTROS ANOS 50/60.
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RELÍQUIAS MUSICAIS EM VINIL - 1953 / 1980 - MPB , BOSSA-NOVA, J. GUARDA , E ROCK PROGRESSIVO | |
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