Por Que A Mulher Gosta De Apanhar Entrevista Polêmica

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Livro 'Por que a mulher gosta de apanhar - e outras reportagens dos anos 1960 e 1970', de Christina Autran, editora Nova Fronteira, 250 páginas, excelente estado de conservação, veja foto.

A polêmica entrevista abaixo, com Nelson Rodrigues, é uma amostra do trabalho da jornalista Christina Autran reunido em "Por que a mulher gosta de apanhar". Esta conversa com o autor rendeu o título do livro, que traz ainda outros personagens fundamentais como Clarice Lispector, Glauber Rocha, Plínio Marcos e Manuel Bandeira, retratados em perfis reveladores realizados entre o final dos anos 60 e o início dos 70.

"Nelson Rodrigues é um dos últimos homens na face da Terra a usar suspensórios. Um suspensório velho, fino, elástico, como seu espírito. Simpático e acessível, é baixo, mais para gordo, cabelo ondulado e grisalho, olhos claros (que raramente ficam rútilos), mão de dedos curtos e unhas pequenas. Os dedos da mão direita são manchados de nicotina.

Fuma um cigarro atrás do outro e dificilmente bate a cinza, que deixa acumular até cair sozinha, sujando a roupa malcuidada. Não parece ligar para isto. Fuma Caporal Amarelinho, fazendo render cada cigarro ao máximo. Em uma hora de entrevista, fumou quatro. Pediu para não gravar as pausas.

— O que é uma mulher?

— Bem; eu sempre digo que o ser humano até hoje não se tornou adulto. Todos nós somos meninos. Não importa, evidentemente, a idade. Podemos ter cem anos, noventa, oitenta, e somos meninos. Mas se o ser humano, de uma maneira geral, é criança, muito mais é a mulher. A mulher, mesmo como menina, é imatura além da conta. A mulher se desenvolveu ainda menos do que o homem; é mais menina do que o homem é menino.

Nelson fala pausadamente, quase arrastado, repetindo-se, construindo as frases à medida que desenvolve o raciocínio. Não é gago, mas parece.

— Como pode o homem escrever sobre a mulher se ela é o seu exato oposto, se está onde sua sombra cai, de tal modo que ele está sujeito a confundi-la com sua própria sombra?

— Mas que pergunta profunda...

(É que a frase é de Jung.)

— ...a coisa mais difícil, eu diria mesmo impossível, para o ser humano é a autocrítica. Eu creio que o homem é muito mais indicado, muito mais capaz de falar da mulher do que de si mesmo, porque o homem sabe muito mais da mulher do que a mulher de si mesma. O grande assunto do homem, onde aprofundou uma sabedoria multimilenar, é a mulher.

(...)

Continuamos com Jung, sem informar a Nelson a origem das perguntas:

— O fato de o homem sempre pressupor outra psicologia como sendo igual à sua impede o entendimento exato da psique feminina?

— Não, não impede. Mesmo porque eu acho que, como a mulher é pouco desenvolvida, psicologicamente subdesenvolvida, os seus mistérios são muito menos densos que os masculinos. A complexidade da mulher é, repito, muito mais rala do que se pensa. O seu mistério é um falso mistério, é o cristalino mistério, de uma transparência ideal.

— É certo dizer que a psicologia feminina está fundada no princípio de Eros e a do homem no princípio de Logos?

— Mas você realmente é profunda, hein, meu anjo?

Nelson usa muito as expressões "meu anjo" e "meu coração".

— A mulher só é feliz, só se realiza, só existe como mulher, no amor. Eu até hoje, até hoje não encontrei, fora a moça aqui presente, não encontrei uma mulher da qual pudesse dizer "Eis uma inteligência". Sem nenhum prejuízo para o seu mérito, a mulher é de uma inteligência muito escassa. Muito escassa porque a sua qualidade, a sua qualidade humana, se resolve, se decide noutro plano de vida. Ou melhor dizendo, se resolve através do sentimento.

(...) O que predomina na mulher é o sentimento. O homem pensa, a mulher imita. Toda a vida espiritual da mulher é uma imitação, imitação do pai dela, do homem que ela ama, de autores que ela prefere. Sua capacidade de pensar por si mesma é precaríssima.

— Se a mulher moderna está ciente de que só no estado de amor ela atinge o seu máximo, e se esta consciência a leva à realização de que o amor está acima da lei, é natural que se revolte?

(...)

— Meu coração: em primeiro lugar, a mulher não está ciente disso. E porque não está ciente, porque ignora por burrice, ou finge ignorar, o que também é uma burrice, a mulher paga, a mulher paga justamente pela sua frustração amorosa. Toda mulher que se dedica a qualquer atividade que não seja a sentimental, ela paga por isto com uma neurose profunda. Toda mal-amada é uma neurótica, muitas vezes irremediável.

Nelson fala olhando para a fita, e não na direção do microfone. Não olhou para mim nenhuma vez enquanto respondia. A cinza continua caindo na roupa. Joga o cigarro no chão, em cima do tapete. Fiz menção de apagá-lo e ele antecipou-se, pisando-o.

— Você acredita que o amor pelo homem é uma característica marcante na mulher, e o amor pelas coisas é algo excepcional por não estar de acordo com a sua natureza? (Continuamos insistindo em Jung.)

— Eu acredito. Acredito que a mulher, ela precisa de amor, precisa do homem. Mas ela precisa do homem — isto pode parecer que estou chovendo no óbvio —, mas precisa do homem de uma maneira fundamental. Não precisa do homem. Ela precisa do ser amado. Eu não digo aí do homem apenas a relação física, a relação prática marido/mulher. Eu me refiro, eu me refiro sobretudo a uma relação de amor, amor autêntico, profundo, definitivo e irreversível.

— Você acha que opiniões inconscientes de uma mulher podem irritar o homem a ponto de levá-lo a um clima neurótico?


— Eu acho que a mulher, eu sempre digo que a mulher ideal, é chata. Porque toda mulher realmente feminina é, repito, chata. Quando a mulher tem muito charme, é muito agradável e faz da vida do homem uma delícia, estejamos certos de que sua feminilidade é muito relativa. A mulher verdadeiramente mulher, profundamente mulher, e só mulher, sem nenhum traço de homossexualidade, é, tem de ser, nasceu assim e vai até a morte assim, chata. (Acentuem a palavra "chata", para termos o discurso no tom
exato.)

(...)

— A mulher de hoje está indubitavelmente sofrendo o mesmo processo de transição que o homem?

— Eu acho. O que eu acho é o seguinte: é que a mulher tende ao, eu... Tô gaguejando pra burro, desculpe. Eu acho mulher tá vivendo completamente errada e nunca, e realmente ela nunca foi tão infeliz, nunca experimentou uma angústia, angústia tão forte. Se nós compararmos a mulher de agora, mulher moderna, emancipada, com liberdade sexual, com liberdade econômica, nós verificamos que realmente essa liberdade, essas liberdades, não a faz feliz e, pelo contrário, essas liberdades frustram. É muito difícil encontrar uma mulher feliz, uma equilibrada, uma mulher tranqüila. As mulheres, em geral, vão em massa ao psicanalista porque a psicanálise custa caro e poucas têm capacidade econômica para tratar sua angústia. Mas a verdade é que a mulher moderna já fracassou.

Partindo do ponto básico da filosofia nelson-rodriguiana, perguntei-lhe se a mulher realmente gosta de apanhar.

— Isso é o óbvio ululante (expressão freqüentíssima em Nelson). Evidentemente, quando eu digo que a mulher gosta de apanhar, eu não quero dizer apanhar a toda hora, a todo instante e de todo mundo. Ela gosta de apanhar do ser amado. Mas é claro que, quando eu digo que a mulher gosta de apanhar, eu tô falando — isso é preciso repetir, especificar para evitar confusão —, eu me refiro não a todas as mulheres, somente às normais. Eu digo, e mais uma vez repito, que a neurótica reage.
A mulher deve ser tratada como uma rainha, mas, na relação entre homem e mulher, sempre chega um momento em que a mulher provoca, a mulher testa o sentimento masculino, a mulher procura saber até onde chegaria o homem.

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