Está chegando às livrarias brasileiras A Dieta de South Beach, do cardiologista americano Arthur Agatston, desde o começo do ano entre os livros mais vendidos nos Estados Unidos. Sua dieta virou febre, espalhada a partir dos freqüentadores da badalada praia de Miami. A base do regime é semelhante à difundida por outro cardiologista, Robert Atkins - em lugar de cortar calorias, de todos os grupos alimentares, cortam-se carboidratos. Nas duas primeiras semanas, é preciso superar um verdadeiro teste de resistência. São proibidos pão, massas, batata, arroz, frutas e bebidas alcoólicas, entre outros. Comem-se vegetais, proteínas e as chamadas 'boas gorduras', como azeite de oliva e nozes. Nesse período, a perspectiva é perder entre 3 e 5 quilos. ''A dieta ensina a escolher gorduras e os carboidratos 'bons', reintroduzindo aos poucos todas as categorias de alimentos no cardápio. Com isso, o emagrecimento e sua manutenção são nutricionalmente sadios e balanceados'', explica Agatston.
Cortar os carboidratos da alimentação, porém, não é tarefa fácil. Antônio Chacra, chefe do Departamento de Endocrinologia Clínica da Unifesp, vê a teoria com reserva. ''Americanos inventam essas dietas porque não têm a própria. Lá, é comum ver casais de obesos com crianças gordinhas desde pequenas.'' Médicos e nutricionistas alertam para os riscos das dietas com altas porções de proteína e gordura. Eles começam com problemas como mau hálito (conhecido entre os médicos como ''bafo de cachorro'') e pedras na vesícula, mas podem chegar a efeitos piores. ''Excesso de gordura pode causar infarto. Exagero de proteínas aumenta o trabalho renal', afirma Marle Alvarenga, doutora em nutrição pela USP. 'A melhor dieta ainda é a reeducação alimentar.''