Sete Soldados da Vitória
8 Edições
Em perfeito Estado de Conservação!!!
Em 2000 a DC Comics resolveu homenagear artistas e histórias dos anos cinqüenta e sessenta através do projeto
"Silver Age", onde, em doze edições especiais, os roteiristas e desenhistas dos dias de hoje criaram histórias dentro do estilo ingênuo da época. A trama básica que unia todas essas histórias se passa no início da carreira dos nossos heróis e ela tratava sobre a vinda do conquistador galáctico
Agamemno à Terra, onde, para conseguir seus objetivos de dominação universal ele se alia a nove super-vilões terrestres.
Como se não bastasse tal aliança, Agamemno fez esses vilões trocarem de corpos com seus principais adversários e aí a confusão se instalou de vez na Terra, tendo em vista que os principais super-heróis passaram a ser confundidos com seus arqui-inimigos! Um dos títulos dessa saga se chamava justamente "Showcase Presents: The Seven Soldiers of Victory", e na simpática história escrita por
Geoff Johns e desenhada por
Dick Giordano os vilões resolvem voltar suas atenções para o planeta Rann. Como os principais heróis terrestres estavam um tanto quanto "atrapalhados", a única opção que sobrou para Adam Strange, o protetor de Rann, foi trazer para o planeta, através do Raio Zeta, alguns dos considerados heróis de "segunda linha" para ajudá-lo a combater os vilões.
Os heróis convocados por Adam foram a
Batmoça, Falcão Negro, Desafiador, Mento, Metamorfo e
Cavaleiro Andante, e juntos eles conseguem expulsar Agamemno e seus aliados de Rann. Ah, um pequeno e importante detalhe: o Cavaleiro Andante usado por Geoff Johns nessa história não é o Sir Justin que conhecemos nos artigos anteriores, e sim
Gardner Grayle, membro de uma equipe conhecida como
Cavaleiros Atômicos e também dos
Renegados que pôde ser visto no último capitulo de “Crise nas Infinitas Terras” junto com outros heróis pedindo ajuda a
Darkseid para enfrentar o Anti-Monitor. Mas será que esse simpático “retcon” dos Sete Soldados seria a última vez que ouviríamos falar dos Sete Soldados? Se dependesse de um certo careca escocês com certeza não...
Em 2004, após um período escrevendo os X-Men na Marvel Comics, o roteirista
Grant Morrison retornou para a DC Comics. Além de ganhar um cargo editorial, Morrison recebeu de presente da cúpula da DC liberdade quase total para tocar seus projetos. Quem acompanha a carreira do rapaz sabe que seus roteiros sempre foram caracterizados por terem um pé fincado no respeito e admiração por antigos heróis e outro em esquisitices pra-lá-de-bizarras, muitas vezes incompreensíveis para os leitores em um primeiro momento. Sem dúvida alguma, o novo projeto de Morrison agregaria todas essas características. E o tal projeto, batizado com o nome de “Seven Soldiers of Victory” foi anunciado e lançado no inicio de 2005 e fãs e críticos constataram que esse, sem dúvida alguma, era o mais audacioso vôo criativo já alçado por Grant Morrison.
O projeto iria consistir de sete mini-séries, cada uma estrelada por um diferente personagem, e por duas edições especiais que irão iniciar e concluir a saga. O mais bacana é que cada mini pode ser lida separadamente, porém juntas elas compõem uma grandiosa saga, que se passa em diferentes situações e, em um dos casos, em diferentes épocas. E para abrilhantar ainda mais a saga o editor
Peter Tomasi montou um autêntico “dream team” com alguns dos melhores desenhistas da indústria. Só que, por mais inovadora que seja uma saga, a primeira coisa que qualquer leitor se pergunta é quais são os personagens envolvidos na história. Morrison, como sempre, escolheu personagens há muito tempo não-lembrados para estrelar as mini-séries e ele promete que outros “esquecidos” também darão o ar da graça na saga.
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