80 Graus, Latitude Norte
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Nome do livro: 80 Graus, Latitude Norte; autor: Júlio Verne; Editora Clube do Livro; impresso em 1974; 156 páginas; bem conservado; levemente amarelado pelo tempo; mede 13 cm X 18 cm; espessura 1 cm; sem edição.
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... assinalando-se o seu pioneirismo nas letras universais, criando o que chamaríamos, hoje, a literatura de ficção-científica.
Júlio Verne é um dos mais aplaudidos escritores, do século XIX. Nascido na cidade de Nantes, França, no ano 1828, faleceu com 77 anos de idade, em 1905, deixando monumental bagagem literária, assinalando-se o seu pioneirismo nas letras universais, criando o que chamaríamos, hoje, a literatura de ficção-científica.
O seu famoso romance, "Viagem à Lua", nossa edição de março de 1970, anotado pela direção editorial do "Clube do Livro", fixara, com surpreendente poder profético, o que seria o planeta lunar, "desolado", como o comprovou, depois, o astronauta Neil Armstrong, quando da chegada da nave "Apolo 11" ao satélite da Terra, numa aventura espacial científica, que assombrou o mundo do século XX!
O livro de Júlio Verne foi escrito em 1865, justamente, um século antes de conhecermos a desolada planície pela televisão, que Armstrong levou à Lua.
Iniciando-se na faixa teatral, Júlio Verne não conseguiu realizar-se plenamente, embora as suas peças: "Os contratos desfeitos", "Cabra-cega", "Os companheiros da Mangerona", "A Hospedaria das Ardennes", etc. fossem bem apreciadas.
No "Magasin de Educação e Recreação", que Pedro Júlio Hetzel, literato e editor francês (1814-1886), fundou em Paris especialmente feito para o mundo infantil, Júlio Verne publicou, em 1863, a sua primeira novela de aventuras, "Cinco semanas em balão", o que lhe abriu caminho para a sua triunfal carreira de ficção-científica. A seguir, foram incontáveis os seus famosos livros, onde alia a uma poderosa imaginação um estilo fluente, que torna brilhante e sedutora a sua narrativa.
No rol da sua excepcional bagagem, anotam-se, entre outros, livros de incalculável força sugestiva, ainda hoje editados com especial interesse de seu permanente público, a saber: "Viagem ao centro da Terra", "O deserto de gelo", "Os filhos do capitão Grani", "Os ingleses no Pólo Norte", "Vinte mil léguas submarinas", "A ilha misteriosa", "Os náufragos do ar", "Miguel Strogoff", "Um herói de quinze anos", "O Castelo dos Carpatos", "Bolsa de viagem", "Senhor do Mundo", "Os grandes navegadores do século XVIII", etc, etc.
Escritor da ação e do movimento, pouco se inclina no estudo dos caracteres e qualidades subjetivas de seus personagens, mantendo-se com rasgos de extraordinária capacidade novelesca na espiral da fábula, de tanto agrado geral.
Júlio Verne sofre a influência do século XIX, o chamado século científico. Ao contrário do seu imortal contemporâneo e patrício Victor Hugo, Júlio Verne não se preocupou, em substância, com nenhum problema político e humano.
Se em 1862, as letras universais ganhavam um dos maiores livros de todos os tempos, "Os Miseráveis", de Victor Hugo, no ano seguinte, 1863, Júlio Verne, em painel diverso, publicava, nesse mesmo Paris de tanta importância para o pensamento universal, o seu primeiro livro de ficção-científica, "Cinco semanas em balão". Por este índice literário, podemos analisar e compreender, colocando-os no seu devido lugar, os dois gigantes da literatura francesa.
AUGUSTO DANTAS
São Paulo, 1.° de dezembro de 1974
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