Livro - O Príncipe Pirata - Navio Whydah / Barry Clifford

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O PRÍNCIPE PIRATA

Descobrindo os tesouros inestimáveis do navio Whydah

 

Autor : Barry Clifford

                                           (relato à Peter Turchi)             

 

                                                    Editora: J.O. - José Olympio

                                                    Páginas: 242

                                                    Formato: 16 X 23  -  Brochura

                                                    Edição: 1ª

                                                    Ano de Edição: 1999 

                                                    Fotos: Coloridas e P&b

                                                    Estado: Muito bom estado 

                                                    Fotos do próprio livro anunciado

                 Sinopse:   
                          A obra consiste num relato de uma história real, em primeira pessoa de um caçador de tesouros moderno, em busca do lendário navio pirata "WHYDAH", originalmente um navio de escravos, que naufragou na costa de Massuchusets, Estados Unidos, durante um nordeste assolador, em 26 de abril de 1717. Logo, o naufrágio tornou-se parte das histórias do Cabo Cod, enquanto gerações de caçadores de tesouros sonhavam encontrar ouro, prata, mármore e jóias. Barry Clifford foi além do sonho.

Armado com uma década de pesquisas arqueológicas marinhas e históricas, Clifford mergulhou nas águas geladas do cabo e, certo dia, surgiu com um dobrão de ouro na mão.

Com uma tripulação ordinária, 10 anos de pesquisa, e de procura e seis milhões de dólares de investidores da Wall Street, Clifford deu início a uma extraordinária aventura de descoberta que, até o momento, rendeu mais de cem mil artefatos, inclusive moedas de ouro e prata, jóias, canhões e objetos pessoais dos piratas - até o osso de uma perna, meia de seda e sapatos - que, mais do que nunca, lançam luz sobre a vida e cultura dos piratas. Um tesouro avaliado em mais de 400.000.000 de dólares. Sim; quatrocentos milhões de dólares.

O naufrágio do Whydah - Ilus. Don Maitz
Não poderíamos falar do galeão Whydah e sobre o seu naufrágio em 26 de abril de 1717, na costa de Wellfleet, Massachusetts, sem mencionar o nome de seu capitão: o lendário pirata Sam Bellamy.

Dois anos antes, Bellamy, ou "Black" Bellamy, como era chamado devido à sua vasta cabeleira negra, ainda jovem e pobre marujo, estivera no Cabo Cod para procurar parentes. Lá, ele conheceu Maria Hallett, por quem se apaixonou e prometeu voltar, trazendo-lhe riquezas e um anel de noivado.

Mas, como cumprir tal promessa? Ele teve a idéia de reunir alguns homens e partir numa expedição além da costa da Flórida, para recuperar o tesouro de uma nau espanhola que afundara no Caribe, carregada com mais de duas mil arcas cheias de moedas de prata recém-cunhadas. Encontrou suporte num financiador, o ourives Paulsgrave Williams. Quando chegaram ao Caribe, tiveram a impressão que quase todos os marinheiros do mundo haviam tido a mesma idéia. Sem contar os mergulhadores enviados pelo rei de Espanha, pelo governador das Bermudas e da Jamaica. Diante do desânimo da tripulação e da iminência em voltarem para seus cotidianos de semi-escravidão, Bellamy propôs e Williams aceitou: a pirataria apresentava-se como a única solução para suas vidas.

Modelo do  Whydah - Ilus. Don Maitz
Por volta de janeiro de 1716, eles haviam juntado forças com Benjamin Hornigold, um bucaneiro veterano. Hornigold já tinha em seu currículo o treinamento de um outro marinheiro famoso: Edward Teach, mais conhecido como Barba Negra. Mas, diante da recusa de Teach a atacar navios ingleses, a tripulação o depôs e colocou Bellamy em seu lugar.

Em pouco mais de um ano, eles haviam capturado mais de cinquenta navios, trocando sempre as embarcações que possuíam por aquelas que eram mais novas ou mais bem construídas. Assim, Black Bellamy capturou o Whydah - que fora lançado em serviço como mercador de escravos - no final de sua viagem inaugural, levando marfim, acúcar, anil e casca de cinchona, além de ouro e milhares de moedas de prata. Ele acrescentou ainda canhões e reparos de canhões de rodízio, deixando o navio com 28 armas de fogo, e depois retirou o forro de chumbo em volta do casco para aumentar-lhe a velocidade. Era o maior navio que um pirata jamais comandara.

Capturando o Whydah - Ilus. Don Maitz
Sua tripulação dividia-se agora entre três navios: o Whydah, a chalupa Mary Ann, comandada por Williams e o Anne, um navio quadrado de dois mastros e noventa toleladas, comandado por Richard Noland, contramestre de Bellamy.

Provavelmente com a intenção de buscar Maria Hallett, os três navios de Bellamy dirigiram-se para a costa leste dos Estados Unidos e enfrentaram uma frente ártica que descia de leste, nordeste numa rota de colisão com o vento tropical quente e úmido da corrente do golfo. O resultado: neblina, vento e chuva movendo horizontalmente ao nível do mar e, conforme a frente puxasse o ar para cima, uma violenta tempestade. Bellamy estava navegando para o que se chama de nordestia.

Presume-se que ventos de mais de cem quilômetros e ondas de dez a quinze metros de altura tenham engolido primeiramente o Mary Ann, em seguida o Anne e finalmente o Whydah. Cento e oitenta homens pereceram. Apenas dez homens do Mary Ann e dois do Whydah sobreviveram: o piloto indiano John Julian e o carpinteiro Thomas Davis.


Barry Clifford e o Whydah

Pesquisa com magnetômetro
Barry Clifford, mergulhador e pesquisador, foi quem conseguiu resgatar mais de cem mil artefatos do Whyda depois de intrincada batalha judicial.

A um custo de seis milhões de dólares e dez anos de pesquisa, Clifford entrou para história como o responsável pela única identificação e resgate de um navio pirata até agora. Os resultados de sua expedição levaram à criação do Museu Whydah, um museu interativo de vanguarda, um documentário pela National Geographic e este livro, O Príncipe Pirata , em que é feita a narrativa de toda a história do Whydah e seu resgate.

Após 270 anos num fundo arenoso de dez metros, o Whydah ainda reservaria uma última surpresa aos pesquisadores. O navio, como outros na época, havia sido batizado em alusão ao seu principal ponto de escala - nesse caso, Ouida, uma comunidade costeira que serviu como porto escravo, hoje Benin, na África Ocidental.

Na maior parte dos documentos históricos a grafia do nome do navio era "Whidah". Logo, todos os documentos legais e o material da tripulação de Clifford eram grafados assim.

Somente quando o sino do navio foi recuperado, eles puderam ler a inscrição:

THE + WHYDAH + GALLY + 1716

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