Atlas Historico E Geografico Da Biblia (paul Lawrence) Novo
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- Este Atlas resume, em forma narrativa, a história bíblica desde Abraão até Paulo
- Baseia-se nas mais recentes descobertas de historiadores e arqueólogos
- Traz 97 mapas, 7 reconstruções panorâmicas, 17 plantas de sítios arqueológicos e mais de 150 fotografias
- Dá destaque especial a assuntos como os povos e as línguas que aparecem na Bíblia
- Inclui tabelas cronológicas, bibliografia, glossário e índices (geral, temático, geográfico, referências bíblicas).
SUMÁRIO
- Cronologia dos acontecimentos da Bíblia e do Antigo Oriente Próximo
- Israel no Antigo e no Novo Testamento
- O que é a Bíbia?
- A criação
- O dilúvio
- Nações e línguas
- Mesopotâmia
- Os patriarcas: as evidências bíblicas
- Evidências arqueológicas dos patriarcas
- Egito
- José
- Moisés
- As dez pragas
- O êxodo
- A entrega da lei
- O tabernáculo
- A conquista da Transjordânia
- A conquista de Canaã: Jericó e Ai
- A conquista de Canaã: a derrota dos reis
- Evidências da conquista de Canaã
- A geografia de Canaã
- As condições climáticas de Canaã
- A agricultura de Canaã
- As doze tribos de Israel
- Os juízes
- A ameaça filistéia
- A instituição da monarquia em Israel
- As conquistas de Davi
- Os últimos anos de Davi
- A escrita
- Arquivos e bibliotecas do mundo antigo
- Salomão
- O templo de Salomão
- O comércio realizado por Salomão
- A divisão do reino
- Os vizinhos de Israel e Judá
- Os reis de Israel
- Os profetas de Israel e de Judá
- Assíria: a ameaça vindo do norte
- O exílio dos israelitas
- Os reis de Judá
- Ezequias e Senaqueribe
- O livramento de Jerusalém
- Guerras: estratégias, armas e fortalezas
- O reino de Judá desde Manassés até a queda de Nínive
- Josias e a ascensão da Babilônia
- O exílio de Judá
- Os profetas hebreus posteriores
- O comércio de Tiro
- Daniel e Nabucodonosor
- A queda de Babilônia e o decreto de Ciro
- A reconstrução do templo
- Xerxes e Ester
- Esdras e Neemias
- Alexandre, o Grande, e a propagação do helenismo
- Os ptolomeus e os selêucidas
- Antíoco Epífanes e a revolta dos macabeus
- Os judeus no Egito
- Os judeus nos séculos II e I a.C.
- Os romanos
- Herodes, o Grande
- Herodes, o Grande, reconstrói o templo
- Amuletos e rolos
- O nascimento de Jesus
- O ministério de Jesus: primeiro ano
- O ministério de Jesus: segundo ano
- Jerusalém no tempo do Novo Testamento
- O ministério de Jesus: o último ano
- A morte de Jesus e o túmulo vazio
- O nascimento da igreja
- As viagens no mundo romano
- A primeira viagem de Paulo: Chipre e Ásia Menor
- A segunda viagem de Paulo: Filipos e Tessalônica
- A segunda viagem de Paulo: Atenas e Corinto
- A terceira viagem de Paulo: Éfeso
- A terceira viagem de Paulo: de Éfeso a Jerusalém
- A viagem de Paulo a Roma
- As cartas do Novo Testamento
- Roma
- A queda de Jerusalém
- As sete igrejas da Ásia: Éfeso, Esmirna e Pérgamo
- As sete igrejas da Ásia: Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia
- A propagação do cristianismo
- Glossário
- Bibliografia
- Índice temático
- Índice geográfico
- Índice de referências bíblicas
- Créditos
A ABRANGÊNCIA DESTE LIVRO
O Atlas Histórico e Geográfico da Bíblia abrange mais de dois milênios de história, desde Abraão, cerca de 2000 a.C., até Apocalipse, o último livro do Novo Testamento, escrito por João no final do século I d.C. Estes limites são expandidos por algumas considerações acerca do livro de Gênesis antes de Abraão, por panoramas da Mesopotâmia e Egito e por uma visão geral da expansão do cristianismo nos três primeiros séculos depois da redação do último livro do Novo Testamento.
Em termos geográficos, este Atlas não se limita ao estado moderno de Israel e Cisjordânia, pois cerca de 40% da narrativa bíblica se desenrola em lugares fora dessa região ou é dirigida a pessoas de outras terras. Em seu sentido mais amplo, o mundo bíblico se estende da Espanha ao Irã e do Iêmen (o reino se Sabá no Antigo Testamento) a Filipos, no norte da Grécia. O comércio amplia esses horizontes ainda mais, abrangendo a Índia e, possivelmente, a China e a costa leste da África.
A Bíblia é ligada a todos esses períodos históricos e regiões díspares. Neste Atlas, o desenvolvimento da narrativa bíblica é apresentado da maneira mais cronológicas e prática possível, completada por nove seções especiais.
O CARÁTER HISTÓRICO DA BÍBLIA
O propósito central deste Atlas é apresentar o amplo escopo da história bíblica, não sendo seu intuito entrar em controvérsias acadêmicas a menos que estas afetem nossa visão do desenrolar dessa história. A nosso ver, a história bíblica deve ser baseada, acima de tudo, em fontes escritas. E, apesar do autor deste Atlas estar ciente da existência de muita pesquisa de natureza crítica relacionada com a Bíblia, evitou incluir nesta obra qualquer reconstrução teórica do passado baseada em evidências escassas ou inteiramente desprovidas de corroboração.
Os escritores antigos tiveram um contato muito mais próximo com os acontecimentos que descreveram do que nós e, portanto, procuramos demonstrar por eles um respeito saudável. Isto se aplica tanto aos escritores da Bíblia quanto a outros historiadores antigos, cujas obras também citaremos ocasionalmente.
Uma vez que dois ou quatro milênios nos separam das pessoas e civilizações que produziram o texto bíblico, não devemos nos surpreender com o fato de alguns detalhes serem obscuros ou de difícil compreensão.
O CARÁTER GEOGRÁFICO DA BÍBLIA
A história bíblica se desenrola num âmbito geográfico bastante amplo. As regiões ocupadas por potências políticas como Israel, Moabe e Roma são conhecidas, apesar da extenção de seus territórios ter variado consideravelmente ao longo da história.
Vários lugares importantes do mundo bíblico, como Jerusalém, Damasco e Atenas, continuam sendo relevantes no dia de hoje. Muitas vezes, a menos que haja alguma evidência escrita, é impossível identificar determinados lugares com certeza. Não se sabe, por exemplo, a localização exata de lugares como Libna e Ziclague no Antigo Testamento e de Emaús e Arimatéia no Novo Testamento.
O CARÁTER TEOLÓGICO DA BÍBLIA
O desenvolvimento amplo da história bíblica serve de cenário para a mensagem central da Bíblia: como Deus proveu, na pessoa de Jesus, um salvador para a humanidade rebelde. O Deus da Bíblia é o seu maior tema unificador.
Para o profeta Isaías (c. 700 a.C.), há um contraste nítido entre Deus e sua criação. Os habitantes da terra são como gafanhotos, mas o Deus Vivo da Bíblia “está assentado sobre a redondeza da terra” (Is 40.22). Observamos que, para os escritores bíblicos, somente ele tem a verdadeira perspectiva da hiostória da Bíblia. Seria arrogância de nossa parte pensar de outro modo.
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