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"Mirror's
Edge" funciona praticamente como um simulador de Parkour. Faith, a
heroína, vive em uma metrópole futurista controlada por um governo
totalitário. Ela é uma "runner", espécie de mensageira que corre pelos
telhados de edifícios e galpões para entregar mensagens aos líderes da
resistência locais e precisa salvar a pele de sua irmã, envolvida em
uma conspiração depois que um candidato a prefeito é assassinado.
Constantemente
acuada, perseguida pelas forças da agência de segurança local e outras
figuras, Faith precisa fazer seus caminhos pelos topos das construções,
saltando telhados, escadas, dutos de ventilação e pegando carona até
mesmo em guindastes e helicópteros. E, por mais estranho que possa
parecer nas fotos e vídeos, é algo que funciona de maneira satisfatória
por conta de três fatores: o campo de visão mais amplo do que em jogos
de tiro tradicionais, o posicionamento da câmera em um ponto mais alto,
imitando a altura correta da personagem, e também o esquema de
controles, que basicamente pede três botões além dos direcionais.
Entrando em combate
Outro
ponto importante que precisava de mais cuidado é o combate. Ainda que
fique claro que o jogo é voltado para corridas e fugas, há situações em
que você pode enfrentar inimigos frente a frente. Geralmente tais ações
começam com um desarme, em que você deve pressionar um botão
rapidamente para roubar a arma do inimigo para então poder usá-la
contra ele, mas nem sempre isso funciona. Para que isso aconteça, você
deve pegar seu oponente desprevenido ou, então, esperar o momento certo
para que sua arma fique vermelha e você possa atacar. Só que muitas
vezes você aperta o tal botão e o jogo não processa o comando, o que
resulta em uma heroína com alguns buracos de bala.
Visão futurista
Talvez
a idéia não seja mesmo partir para a pancadaria ou explorar a cidade
livremente, cumprindo direitinho os desafios propostos. Dá para se
divertir bastante até o final do nono capítulo, quando o modo principal
com a história se encerra. É um jogo de ritmo tão ágil que, quando você
vê, já acabou. E depois não há muito mais o que fazer com ele, a não
ser um modo de Time Trial, em que você pode registrar seus melhores
tempos em um ranking geral. E só.
Só
repetindo as mesmas fases é que dá para se ter uma noção dos cenários e
dos gráficos, que surgem com um estilo gráfico minimalista e muito
interessante. Com poucos detalhes, os trechos de história são
apresentados como desenho animado, em um estilo artístico que lembra
bastante o do clássico "Fear Effect", do Playstation One. A metrópole
futurista é apresentada de maneira limpa, com muitos ângulos retos e
muitas cores claras que criam contraste com os obstáculos vermelhos e
os próprios personagens, que se movimentam de forma impressionante.