Tive uma certa relutância em abordar este tema. Todos nós temos os nossos lados feminino e masculino. O perfil feminino que possuo, como qualquer outro homem, já basta para que eu entenda as minhas companheiras de jornada nesta área tão delicada. Afinal de contas, um ser quando é gerado, o é, por duas pessoas e se um homem para amar uso o seu lado emocional feminino, posso usar desta sensibilidade para esta nossa conversa. Não vamos invadira nenhum espaço colocado em nossas vidas, seja através de regra preestabelecida, social, religiosa, filosófica ou mesmo moral. Trata-se apenas de uma discussão de um tema de nossas vidas, que estamos fazendo muito prazerosamente até agora, sempre na direção do respeito humano. A vida é um bem precioso demais para que se defenda qualquer tipo de corte, seja em que nível for. Viver é sempre muito bom, mesmo com a presença de alguns desafios que, no fundo, fazem parte do natural, mas se esse viver puder ser realizado de forma digna e plena desde o instante de nossa chegada, com certeza tudo será muito melhor.
A chegada de uma nova vida deve ser sempre um motivo para se festejar, recebida como um grande presente da Vida, possibilitando um aprendizado maior e um crescimento com esse ser que chega para viver. Muitas crianças são geradas sem que os pais envolvidos neste processo estejam realmente preparados para tão grande e importante momento. E, antes de qualquer tipo de julgamento ou conclusão, uma pergunta deve ser feita: o que de fato é mais grave, um aborto no útero ou um aborto em vida? Verdadeiramente, na minha opinião, a segunda opção é a que mais me desagrada, pois a quantidade de seres abandonados e rejeitados neste mundo, principalmente por aqueles que os conceberam é enorme e brutal. Quem sabe, se estas pessoas tivessem sido abortadas antes de seu nascimento, a situação seria menos grave e a violência que existe contra elas seria menor?
A chegada de uma nova vida não deve ser jamais motivo de desavença ou perturbação de algum tipo, tem de ser festiva desde o primeiro momento, até mesmo antes desse, quando de seu planejamento e da concepção. O aborto, ao meu ver, é antes de tudo um direito da criança; mesmo antes até de ser um direito da própria mulher. Mas cabe, principalmente à mulher, decidir se possui capacidade, condições e estrutura psicológica, econômica e social para trazer ao mundo um novo ser. A mulher não precisa passar pela humilhação de ter um filho não planejado, assumindo responsabilidades sem te condições mínimas e necessárias para tal. Nesta situação tão delicada não devemos olhar somente pela ótica cientifica, religiosa ou social, mas da forma que nos mostra a realidade que faz parte do nosso dia-a-dia. Existe uma grande diferença entre um ser que começa a se formar dentro de nós e um ser que já habita e convive entre nós e que necessita de nossa atenção, cuidados manifestações de amor das mais variadas formas.
Características:
Altura:21 cm
Largura: 14 cm
Acabamento: Brochura
Idioma: Português
País de origem: Brasil
Número de páginas: 96
Autor: Carlos Wenzel
Editora: Abrather
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