Baravelli Pinturas Quadros Arte Moderna Brasileira
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Autor : Luis Paulo Baravelli Técnica : pintura com aguada de nanquin e aquarela sobre papel Titulo : " Nú na rede " Data : 1998 Medidas : 39 x 40 cm (São Paulo SP 1942). Pintor, desenhista, escultor, gravador, professor, cronista. Cursa desenho e pintura na Fundação Armando Álvares Penteado - Faap, em São Paulo, entre 1960 e 1962. Nessa época, estuda com Wesley Duke Lee (1931), cuja obra torna-se uma referência importante em sua produção. Em 1964, inicia o curso de arquitetura na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo - FAU/USP. Leciona desenho na Escola Superior de Desenho Industrial de Ribeirão Preto e no Instituto de Artes e Decoração - Iade, em São Paulo. Participa da fundação da Escola Brasil:, juntamente com Carlos Fajardo (1941), José Resende (1945) e Frederico Nasser (1945). É co-editor da revista Malasartes, entre 1975 e 1976, e da revista Arte em São Paulo, no período de 1981 a 1983. Escreve também crônicas para o jornal Folha de S. Paulo, entre 1985 e 1986. No início de sua carreira, realiza pinturas que se aproximam da arte pop. No fim dos anos 1960, cria objetos com base em materiais industrializados. A partir da década 1970, passa a dedicar-se exclusivamente à pintura. Realiza obras nas quais emprega freqüentemente suportes de formato irregular, sendo temas predominantes a paisagem urbana e a figura humana.
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"(...) Baravelli procura estabelecer as relações existentes entre tempo-espaço, os tempos simultâneos da conciência humana e as referências culturais. A percepção do tempo-espaço do artista é a científica. Para ele, existe um constante inter-relacionamento universal, o tempo e o espaço da física, as relações que adivinhamos na teoria da relatividade e na noção popular das viagens interplanetárias. Esse o primeiro planejamento do artista. O segundo, relaciona o tempo psicológico, a simultaneidade da consciência humana, detentora de memórias e passado, presente e futuro. A referência cultural nessas relações é fornecida pelo desenho, mero indicativo de idéias e conhecimentos. E o artista, como comenta criticamente o seu instrumental de aferição, a pintura, cria um distanciamento entre a imagem representada e o seu significado. As imagens se autocomentam alertando permanentemente o espectador para o seu caráter ilusório, o seu caráter de representação. Trata-se do comentário dentro do comentário, da linguagem icônica que se reconhece mas, ainda assim, assume o seu papel referendado socialmente: representar através da imagem". Jacob Klintowitz KLINTOWITZ, Jacob. Versus: 10 anos de crítica de arte. Jacob Klintowitz. Pietro Maria Bardi. São Paulo, Espade, 1978. p. 92. "Citando Paul Klee, Luiz Paulo Baravelli costuma lembrar, aprovadoramente, que ´toda limitação é um apoio´. Eis uma posição surpreendente, num artista tão inventivo e diversificado como ele, cujo temperamento protéico, com suas metamorfoses e avatares, quase desorienta os observadores menos avisados. (...) Pois é verdade que ele transita com a mais absoluta naturalidade entre suportes, técnicas e até mesmo estilos variados. Ora trabalha sobre o formato tradicional da tela, o retângulo-janela, ora sobre recortes e/ou relevos de madeira de contornos inesperados. Ora utiliza a textura sensual da encáustica, encorpada, degustável, ora uma pintura absolutamente plana, que é quase um desenho a pincel. Ora recorre a uma figuração quase realista e poética feita a partir de desenho de modelo vivo, ora às distorções mais contundentes e expressivas que arrebentam a figura com uma violência comparável à das fases mais dramáticas de Picasso. Ao longo de sua obra, incursiona por vários temas, que vão da paisagem indiferenciada e infinita, imaginária, ao ser humano em detalhes desmesuradamente ampliados e investigados. E, às vezes, ainda reduz a figuração a uma síntese máxima, ´representações radicais da realidade visível´ que viram construções virtualmente abstratas. E, entretanto, por trás de tudo isso, há um projeto único, absolutamente preciso e circunscrito, limitado e apoiado: um projeto de fazer pintura". Olívio Tavares de Araújo ARAÚJO, Olívio Tavares de. Luiz Paulo Baravelli. Galeria: revista de arte, São Paulo: Area Editorial, n. 7, p. 24-28, 1987. |
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