Na conferência de Teerã, realizada em novembro de 1943, entre os presidentes Roosevelt, Stalin e Churchill, o primeiro-ministro britânico criou uma frase que ficaria na história: "Em tempo de guerra, a verdade é tão preciosa que deve sempre ser protegida por uma escolta de mentiras." A espiã improvável, romance de Daniel Silva, é sobre uma dessas mentiras.
De todos os segredos da Segunda Guerra Mundial, certamente o mais rigorosamente protegido foi o dia e o local da invasão aliada na Normandia. Para Hitler essa informação era absolutamente necessária, por isso ele envolveu todo o seu serviço de inteligência, especialmente o advogado Kurt Vogel, para descobri-lo. Enquanto isso, para criar a "escolta de mentiras" a respeito da operação, Churchill convoca um professor de história, Alfred Vicary, marcado por cicatrizes físicas e mentais da Primeira Guerra Mundial. Opondo-se a ele está Catherine Blake, viúva de um piloto da RAF, zelosa enfermeira e espiã dos alemães.
Não importa que se saiba do sucesso da invasão e a conseqüente derrota do nazismo. Daniel Silva consegue manter o leitor envolvido com as manobras de informação e contra-informação que recheiam esse romance histórico. Vicary e Vogel travam um jogo de xadrez em que é necessário prever as possíveis manobras do adversário.
A espiã improvável combina uma extensa pesquisa histórica com arrebatadores personagens numa trama de ódio, patriotismo e traição. A aposta é alta: o sucesso da invasão não asseguraria a vitória, mas uma derrota prolongaria a guerra e abriria o caminho para um contra-ataque violento de Hitler.
ATENÇÃO: LIVRO NOVO, MAS NAS BORDAS TEM UM POUCO DE MARCAS AMARELADAS DO TEMPO.
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