Rogerman foi, durante vários anos, um dos principais integrantes da Eddie, da qual saiu para formar a Bonsucesso Samba Clube. O grupo criou um som original, mescla de samba, com suingue latino, ritmos pernambucanos, numa cadência bem olindense, isto é, meio na maciota. O grupo tem dois discos lançados, e tem no currículo turnês pelo Brasil e exterior.
O Bonsucesso Samba Clube é fruto do fértil movimento musical pernambucano. A cidade de Olinda serve como pano de fundo e inspiração para a mistura de sons que abrange desde o reggae e o ska jamaicanos, ao afro-beat, passando pela música latina e do norte do Brasil, assim como o samba, o coco de roda e os demais ritmos pernambucanos. Sem tradicionalismo e atento ao que acontece na música contemporânea mundial.
O primeiro CD homônimo foi lançado em 2003 e trazia uma mistura alucinante de beats, samplers e efeitos acompanhados de um variado cardápio musical. Música latina, samba de gafieira, ritmos nordestinos, reggae, ska e o diabo a quatro. Neste novo trabalho (?Tem arte na barbearia?) a diversidade musical continua, o grupo pegou um pouquinho mais leve nos beats, e deu um realce na percussão. A guitarra de André Édipo está melhor que nunca e as letras também estão mais bacanas. "Derrapar" que abre o disco tem um clima sossegado reforçado pelo som da escaleta de Berna Vieira, "Ah quem Dera" e "Último Dia" filosofam sobre o tempo com arranjos inventivos, "Amor de Todo Dia" é o romântismo versão Bonsucesso Samba Clube.O título e a arte do CD homenageia uma figura ilustre e popular de Olinda, Isnar Colombo, um misto de barbeiro, pensador, conselheiro e filósofo.