 | "Viridiana" é um dos clássicos do gênero surrealista. Realizado pelo famoso cineasta aragonês, Luis Buñuel, que participou ativamente da elaboração do roteiro, o filme foi censurado, tanto pelo Vaticano quanto pelo governo espanhol, por apresentar, de forma irreverente, críticas ao cristianismo e à sociedade espanhola, em especial à classe burguesa.
O excelente trabalho de direção de Buñuel é realçado pela bela fotografia de José Aguayo e pelas magníficas atuações de Fernando Rey e Silvia Pinal.
O cineasta utiliza-se de um grande número de simbolismos, muitos de forma blasfema, o que deu origem a severas críticas ao seu trabalho. Entre os símbolos utilizados, há um crucifixo que, a exemplo de certos canivetes com múltiplas funções, abre-se nas mãos de Jorge e se transforma numa arma branca, toda vez que ele pensa em Viridiana; uma coroa de espinhos é jogada ao fogo, quando a noviça renuncia à sua vida religiosa. Há, ainda, uma reprodução grotesca da "Última Ceia", de Leonardo Da Vinci, onde os apóstolos acham-se representados pelos mendigos ensandecidos, pouco antes deles transformarem o ambiente numa verdadeira orgia. Há quem faça um paralelo entre a traição de Judas, conforme a Bíblia, e a desses sem-tetos em relação à sua benfeitora. Para mim, no entanto, são dois episódios incomparáveis, a começar pelo fato da traição de Judas ter sido um ato isolado, enquanto aqui todos se envolvem, homens e mulheres, numa ação de vandalismo e luxúria, culminando com uma tentativa de estupro.
- Diretor: Luis Buñuel
- Elenco: Francisco Rabal, Silvia Pinal, Fernando Rey, Margarita Lozano
- País de Origem: Espanha
- Ano de Produção: 1961
- Tipo: Novo
- Formato de tela: Widescreen
- Idioma de áudio: Espanol
- Idioma de legenda: Português
- Extras: Menu Interativo, Seleção de Cenas, Viridiana em Cannes, Galeria de Postêres, Vida e Obra de Buñuel, Filmografias e Biografias
- Festivais e Prêmios:
FESTIVAL DE CANNES - PALMA DE OURO - MELHOR FILME
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