Antonio Poteiro - Ipê E Borboletas - Belíssima Serigrafia
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ANTONIO POTEIRO (1925) DESLUMBRANTE SERIGRAFIA DE ANTONIO POTEIRO, NOSSO MAIOR GÊNIO PRIMITIVISTA, UM SHOW DE SERIGRAFIA EM EXCELENTE FORMATO. PEÇA PARA COLEÇÃO TÉCNICA: Serigrafia TAMANHO: 36 cm x 42 cm TIRAGEM: 41/100 DATA: s/d PAPEL: Importado ACID
Nasciimento: 1925 - Aldeia de Santa Cristina da Pousa, Braga (Portugal) - 10 de outubro Vida Familiar Filho do ceramista português Américo Batista de Souza Formação 1964 - Começa a fazer máscaras e bonecos, incentivado pelo professor Antonio de Melo. É orientado a assinar seus trabalhos pela folclorista Regina Lacerda, que o batiza com o apelido de Antonio Poteiro 1972 - Goiânia GO - É incentivado a pintar por Siron Franco e Cléber Gouvea Cronologia Escultor, pintor, ceramista 1926 - São Paulo SP e Araguari MG - Inicia suas atividades de ceramista 1941 - Goiânia GO - Trabalha na torrefação de café, no conserto de tubulação de esgoto, como pedreiro e auxilia o pai no fabrico de potes cerâmicos 1941 - Uberlândia MG - Estada temporária ca.1945 - Araguari MG - Monta duas fábricas de cerâmica, que vêm a falir ca.1945 - Ilha do Bananal GO - Vive um ano e meio entre os índios 1955 - Nerópolis GO - Vive nessa cidade 1967 - Goiânia GO - Vive nessa cidade 1976 - Participa do documentário Artistas de Goiás, produzido pela Goiastur 1978 - Rio de Janeiro RJ - Leciona cerâmica no Centro de Atividades do Sesc 1980 - Hannover e Düsseldorf (Alemanha) - Leciona cerâmica nas Feiras Internacionais 1983 - É produzido o documentário Antônio Poteiro: o Profeta do barro e das cores, dirigido por Antônio Eustáquio 1985 - Recebe o prêmio Associação Paulista dos Críticos de Arte, APCA 1984, na categoria escultura 1987 - Recebe a Comenda Ofiacialato da Ordem do Mérito, concedida pelo Républica Portuguesa 1991 - É produzido o documentário Antonio Poteiro de Ronaldo Duque 1999 - Recebe a Medalha Gustavo Ritter, do Conselho Estadual de Cultura de Goiás
CRÍTICAS "Antonio Poteiro é um sutil harmonizador de formas e de cores e um não menos sutil comentarista do grande teatro do mundo. Ele conta ou inventa fábulas, traça parábolas, troca-lhes o sentido. Nas obsessivas variações ornamentais que cobrem a pele das suas cerâmicas e das suas pinturas, a irreverência das situações e o rigor das imagens concretizam, agora, plasticamente aquela atividade que ele sonhava para si - a de poeta e de cantor. Júlio Pomar POMAR, Júlio. Fabuloso Poteiro. POTEIRO, Antonio. Pintura - cerâmica. Brasília: Performance Galeria de Arte, 1987. "Poteiro não gosta de teoria sobre seu trabalho. 'Eu não sei quem sou, só sei que pego o barro e faço', resume. Meio ranzinza, completa: 'Não sei por que o povo complica demais as coisas'. É isso que ele é: um contador de histórias. Desenha, com capricho, os segredos, angústias, esperanças, preconceitos e a generosidade da gente do interior. Às vezes, Poteiro vira joão-de-barro, o pássaro que constrói seu ninho com a solidez da arquitetura do instinto, da criatividade. Poteiro traz, na base do seu trabalho, aquela sua vida de homem do interior, singela e segura, em que as pessoas faziam farinha, lavavam sua roupa, aravam sua terra e as crianças brincavam em quintais. É essa sua vivência e ideal. A escultura cresce, as figuras amontoam-se em espaços cada vez menores, espremem-se em torno de aparelhos de televisão, empilham-se até os pisos dos telhados, é o protesto tímido do homem do interior contra as pessoas que desaprenderam de conversar: 'Ficaram mudas diante da tevê', reclama". Etevaldo Dias DIAS, Etevaldo. A arte dos potes. In: BIENAL INTERNACIONAL DE SÃO PAULO, 21., 1991, São Paulo, SP. Catálogo geral. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo: Marca D'Água, 1991. p.185. "Antônio Poteiro é uma força da terra, energia da natureza alimentada na herança do sincretismo; vigorosa manifestação da cultura popular, é uma força criadora bárbara, selvagem, animal. Por isso a terra, na tessitura da argila, foi a primeira matéria a se fazer sal do milagre em suas mãos de oleiro. Da dimensão utilitária do pote, este Poteiro, reinventor de mitos e antena da raça passou a intérprete da humana e rica vida popular. Conservou-se puro e ingênuo, mantendo-se infenso à massificação eletrônica que imbecilizou o mass media. Surgiu daí o Poteiro artista, que nele sempre foi vibração e energia, desde o áspero Minho de sua origem. Como não enxergar, em seu Deus Balança e em seu Deus Salomão, o senso de justiça, tão comum na vida e na cultura popular? Em suas Maria Balaio, Maria Jiló, Maria Doida, o mágico do barro evoca lembranças de todas as Marias que habitam as periferias dos países da América Latina. Em tanto verde e em tanto bicho não se veja o padrão estandartizado do ecologista de plantão, ou eco de um modismo ambientalista. Poteiro é, em si mesmo, terra; entende o silêncio da árvore germinando nas sementes; sabe a linguagem e o ser dos bichos e sente, na poderosa intuição de que é dotado, que nada é real fora do Homem. No Carnaval, 'a festa da carne', não há o apelo ao folclórico - há, sim, o momento mágico, em que favelados viram reis e rainhas; pois este demiurgo da argila e das cores, sábio e poeta que é, sabe também que para viver no sofrimento é preciso um pouco de luz, maravilha e fantasia". Brasigóis Felício A. Poteiro, Sousa Netto: cerâmica e pintura. Campinas: MAC - José Pancetti, 1993. AVISO
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| Antonio Poteiro - Ipê E Borboletas - Belíssima Serigrafia
Preço:
R$ 19000 unid. (Produto Novo)
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