Modulo Roland JV1080 Novinho otimo pra quem sequencia e quer ter aqueles sons Top da linha Xp e poder acrescentar placas de expansao de acordo com a necessidade do trabalho a ser feito 64 notas de polifonia 16 parts padrao Gm compativelaqui na Sommexe com Garantia de 3 meses
Assim como vários outros instrumentos musicais eletrônicos modernos,
o Roland JV-1080 oferece várias saídas (físicas) de
áudio, através das quais podem ser direcionados os sons produzidos
pelos tones e partes timbrais do equipamento. Essa facilidade existe de
forma a permitir que timbres diferentes sejam enviados por caminhos de
áudio diferentes, para serem processados individualmente por dispositivos
externos de efeitos. Apesar do JV-1080 já possuir três processadores
de efeitos, muitas vezes torna-se necessário usar outros processadores,
pois o JV-1080 pode operar com até 16 partes timbrais, e nem sempre
os três processadores dão conta do recado.
No modo de operação Performance, o JV-1080 funciona como equipamento
multitimbral, transformando-se em 16 instrumentos independentes (partes
timbrais), sendo que uma das partes - a parte 10 - opera somente com kits
de percussão (não podendo tocar os demais timbres, como pianos,
cordas, etc). Vamos abordar o uso das múltiplas saídas de
áudio no modo Performance, por ser o mais usado pela maioria das
pessoas. No entanto, os conceitos apresentados aqui valem também
para o modo Patch.
Modo Performance:
Na memória do JV-1080, estão armazenadas 32 USER Performances
(que podem ser alteradas pelo usuário), e 64 PRESET Performances
(cujos parâmetros não podem ser alterados). Portanto, se você
quiser alterar uma Performance, deverá usar uma das 32 USER (ao
alterar os parâmetros de uma Performance, os dados originais serão
perdidos para sempre; por isso, escolha uma das USER Performances que você
não usa).
Modo Patch:
Patch é o nome dado a cada timbre do JV-1080 (e outros instrumentos Roland).
No modo Patch, o JV-1080 só pode tocar um timbre de cada vez, enquanto
em modo Performance, podem ser usados até 16 Patches simultâneos.
Entretanto, alguns parâmetros originais do Patch nem sempre são
aproveitados, quando se está no modo Performance, como, por exemplo,
a programação de efeitos.
Fundamentos
O Roland JV-1080 possui seis saídas de áudio (três pares), designadas
por MIX OUT (R/L), OUTPUT1 (R/L) e OUTPUT2 (R/L). No meio do caminho dos
sons das partes timbrais para as saídas de áudio, podem (e
devem) ser inseridos os processadores de efeitos.
Cabe lembrar que os três processadores de efeitos (Reverb, Chorus e EFX)
são compartilhados por todas as 16 partes timbrais do JV-1080; essa
situação não é uma limitação
só do JV-1080, pois ocorre em todos os instrumentos multitimbrais
atuais (até o dia em que cada parte timbral tiver seu próprio
processador de efeitos - o que não deve demorar muito).
Procedimentos básicos para edição
Para alterar os parâmetros de uma Performance, deve-se entrar no modo
de edição, e proceder da seguinte forma:
- pressionar o botão PARAMETER (que se iluminará);
- escolher o conjunto de parâmetros onde está aquele que se quer alterar;
para isso, deve-se pressionar o botão correspondente (abaixo do
display), identificado pelo título em cor azul; no caso da configuração
de saídas e efeitos, deve-se pressionar o botão EFFECTS;
- o display mostra o(s) parâmetro(s) da parte timbral previamente selecionada
(o default é a parte 1); para ver os parâmetros de outra parte,
basta pressionar PARAMETER (a luz se apaga), e em seguida pressionar o
botão da parte timbral que se deseja (PART SWITCH 1-8 ou 9-16),
e ele se acenderá; para voltar à edição do
parâmetro, basta pressionar de novo PARAMETER;
- para se visualizar a configuração do parâmetro selecionado
em todas as partes timbrais, basta pressionar o botão PALETTE (serão
mostrados dois grupos de oito partes, alteranáveis pelo botão
1-8 / 9-16);
O parâmetro selecionado para edição é aquele sob o qual há
um traço horizontal (cursor) piscando; para apontar o cursor para
outro parâmetro, basta usar as teclas de setas horizontais (<
ou >), localizadas abaixo do botão rotativo VALUE; para alterar
o valor do parâmetro, pode-se usar tanto o botão rotativo
VALUE, quanto os botões de DEC e INC.
Quando existe no display uma seta apontando para baixo, significa que há
outras páginas referentes àquele grupo de parâmetros
(quando há uma seta apontando para cima, significa que há
páginas para cima; quando a seta possui duas pontas, há páginas
para cima e para baixo). Para mover o display para outra página,
basta pressionar os botões de setas (para cima e para baixo), localizados
abaixo do botão rotativo.
DEC / INC
Usando-se os botões DEC ou INC, pode-se fazer o valor variar
mais rápido: para aumentar rapidamente o valor do parâmetro, pressione
primeiro
INC, e em seguida, sem soltar esse botão, pressione DEC; para diminuir
rapidamente o valor do parâmetro, pressione primeiro DEC, e em seguida,
sem soltar esse botão, pressione INC; (esta é uma herança
do pequeno notável Sound Canvas!)
Direcionando as saídas e configurando os efeitos
Como foi apresentado no primeiro tópico deste tutorial (Fundamentos),
o JV-1080 possui três pares de saídas de áudio (MIX,
OUT1 e OUT2). É possível então direcionar o som (estéreo)
de cada parte timbral para um desses pares, utilizando ou não os
processadores de efeitos.
A seleção
do par de saída a ser usada pela parte timbral é efetuada no parâmetro
PART OUTPUT, acessada pela tecla EFFECTS. Vejamos então
as características de cada um dos parâmetros em PART OUTPUT.
As opções de OUTPUT ASSIGN são as seguintes:
- MIX: o som da parte timbral é direcionado para o par MIX;
- EFX: o som da parte timbral é direcionado para passar pelo processador
de efeitos EFX, e a saída física por onde o som sairá
é definida em EFX;
- OUTPUT1: o som da parte timbral é direcionado para o par OUTPUT1;
- OUTPUT2: o som da parte timbral é direcionado para o par OUTPUT2;
- PATCH: o som da parte timbral é direcionado para o par definido no patch
que está sendo usado naquela parte;
| IMPORTANTE:
Tome cuidado ao usar esta
configuração, pois se no patch estiver selecionado um par de saídas
físicas que não estão conectadas ao mixer ou amplificador, nenhum som
será ouvido;
É importante também ter sempre em
mente que os processadores de chorus e reverb só podem ser usados se a
saída MIX for usada (diretamente, ou via EFX). Se você direcionar o som
de uma parte timbral para OUTPUT1 ou OUTPUT2, não poderá usar os
processadores individuais de chorus e reverb (nesses casos, poderá ter
esses tipos de efeitos - chorus e reverb - por meio do processador EFX,
mas perderá os outros dois processadores). |
Ainda em OUTPUT
ASSIGN, podemos ajustar o volume (OUTPUT LEVEL) de sinal que será
enviado para a saída selecionada. A faixa de valores vai de 0
(silêncio) até 127.
| O volume ajustado previamente em
OUTPUT ASSIGN pode ser alterado (dentro da faixa indicada) via MIDI,
usando-se comandos de control change #7 para cada parte timbral. |
Os valores dos
parâmetros Chorus e Reverb indicam a quantidade de cada um desses
efeitos que será aplicada ao som da parte timbral, e direcionado à
saída MIX. Se estiver sendo usada a saída OUTPUT1 ou a saída OUTPUT2,
estes valores não têm efeito, pois os processadores individuais de
reverb e chorus não estarão disponíveis.
-
OUTPUT=MIX
Quando OUTPUT ASSIGN é a saída MIX, temos as seguintes opções:
- som sem qualquer tipo de efeito (Level>0; Chorus Send=0; Reverb Send=0); nessa
situação, o som vai direto para MIX, não passando em qualquer processador de efeito.
- som com chorus e/ou
reverb (Level>0; Chorus Send>0; Reverb Send>0); nessa
situação, o som vai para MIX, mas passa também pelos processadores de
reverb e chorus (a intensidade de cada um desses efeitos é dada pelo
valor ajustado em cada um).
Se por acaso
nessa situação não for notada a presença
dos efeitos de chorus e reverb, é porque seus ajustes globais de
intensidade estão muito baixos ou em zero. Esses ajustes são alterados
nos parâmetros LEVEL das janelas de PERFORM CHORUS e PERFORM REVERB.
- OUTPUT=EFX
Quando OUTPUT
ASSIGN = EFX, para que o som da parte timbral saia pelo par de saídas
MIX OUT, é preciso selecionar EFX OUT = MIX, o que é feito
na janela PERFORM EFX OUT, acessável também pelo botão
EFFECTS:

Os valores de chorus e reverb nessa janela referem-se à intensidade desses
efeitos a serem aplicados ao som que sai do EFX (veja mais adiante), que no momento deixaremos em zero (inoperante).
Nesse caso, temos então as seguintes opções:
- som somente com o(s) efeito(s) de EFX (Level>0; Chorus Send=0; Reverb Send=0); nessa
situação, o som vai para EFX, não passando pelos processadores
individuais de reverb e chorus; de EFX o som vai para a saída MIX OUT;
- som com o(s)
efeito(s) de EFX, reverb e chorus (Level>0; Chorus Send>0; Reverb
Send>0); nessa situação, o som vai para EFX, e também para os
processadores individuais de reverb e chorus; de EFX o som vai para a
saída MIX OUT; o som que passa pelos processadores individuais de
reverb e chorus também vai para MIX OUT, mas independente de EFX.
Ainda quando OUTPUT
ASSIGN = EFX, e o som da parte timbral saindo pelo par de MIX OUT,
pode-se ter os efeitos de chorus e reverb sendo aplicados ao som depois
do EFX, bastando para isso ajustar para eles valores diferentes de zero
na janela PERFORM EFX OUT:
Para que isso funcione adequadamente, é necessário cortar a intensidade
de sinal que vai para chorus e reverb antes de EFX, o que é feito na janela.
Nesse caso,
ter-se-á os processadores de reverb e chorus em paralelo, após o EFX.
Isso faz com que o reverb e o chorus sejam aplicados sobre o som já
processado por EFX.

(este texto foi publicado no Informus Tutorial de fev/96)
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