EDITORA NOVA CULTURAL (1987) livro lacrado da editora. Em visita oficial à Polônia, em 1970, o chanceler da Alemanha Ocidental, Willy Brandt, assombrou o mundo: vinte e cinco anos depois da derrota da Alemanha hitlerista na Segunda Guerra Mundial, ele ajoelhou-se diante do monumento em memória dos judeus chacinados pelos nazistas. Com esse gesto dramático, mostrou não apenas que havia outra Alemanha - aquela que, como ele, combatera os nazistas desde o primeiro momento, mas também que estava no governo alemão um chanceler capaz de reconduzir o país a uma posição de respeitabilidade internacional. Willy Brandt, nascido com o nome de Herbert Ernst Karl Frahm na cidade de Lubeck, em 1913, em uma familia operária, foi desde a juventude um militante do Partido Social Democrata. Em 1933, quando Hitler assumiu o poder, o jovem Brandt foi obrigado a fugir primeiro para a Noruega e, quando os nazistas invadiram aquele país, para a Suécia. Em 1945, voltou como correspondente da imprensa norueguesa para cobrir os julgamentos de Nuremberg. Reitegrado à vida alemã, foi prefeito de Berlim Ocidental de 1957 a 1965. Tornou-se vice-chanceler e ministro das Relações Exteriores em 1966 e foi eleito chanceler pela primeira vez em 1969. Em 1971, ganhou o Prêmio Nobel da Paz por sua política para o Leste, que permitiu relaxar as tensões na Europa. Hoje este veterano da social democracia é considerado uma das reservas morais da humanidade, empenhado em promover a paz e a cooperação entre os povos. Escrito por Tom Viola que é autor de artigos e reportagens para diversas revistas norte-americanas.