Michael Crichton - Estado De Medo
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Estado de medo¸ de Michael Crichton é um dos livros que mais tem criado polêmicas nos Estados Unidos, nos últimos meses. Mundialmente reconhecido como pai do techno-thriller, Crichton sempre teve um talento especial para concretizar o que pode dar errado quando a ciência é mal empregada. Em seu último romance, Presa, o escritor dramatizou os perigos envolvendo o promissor campo da nanotecnologia. Desta vez, os vilões de Crichton não são minúsculos organismos criados por computador ou os gigantescos dinossauros do Mundo perdido. Desta vez, os agentes de destruição e morte são todos humanos; cientistas e ativistas envolvidos na preservação do meio ambiente. Estado de medo faz perguntas cruciais sobre fatos relacionados ao aquecimento global nos quais acreditamos piamente, uma vez que nos são apresentados por especialistas e pela mídia. Mas e se a ação do homem não for a principal responsável pelo derretimento das calotas polares ou pelos verões que se confundem com invernos? Apesar de ser uma história fictícia, Michael Crichton baseou-se em uma extensa pesquisa que fez sobre o assunto e, ao longo do livro, o escritor inclui notas de rodapé com informações sobre instituições e pessoas reais envolvidas em questões ambientais. O livro levantou discussões tão acirradas que, no dia 28 de setembro deste ano, o escritor foi chamado a depor diante do Senado americano para expor o resultado de suas pesquisas sobre o aquecimento global e as informações que incluiu em Estado de medo. No apêndice, Crichton alerta os leitores sobre os perigos da ciência politizada, comparando as teorias sobre o aquecimento global à teoria da eugenia, que foi apoiada por intelectuais, cientistas e governantes nos Estados Unidos, no início do século XX, e adotada pelos alemães durante a Segunda Guerra Mundial. Para o governo dos Estados Unidos, que se opõe firmemente ao Protocolo de Kyoto ? o tratado internacional que impõem aos países industrializados a redução da emissão de gases responsáveis pelo efeito estufa ?, as indagações de Crichton são muito bem-vindas. Todavia, para os cientistas que estudam o aquecimento global, o escritor está perigosamente equivocado ao dizer que as previsões sobre as mudanças climáticas, diretamente relacionadas à poluição e aos desmatamentos provocados pelo homem, não passam de suposições sem fundamento. A história do livro gira em torno de uma ação contra a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos. Os habitantes da ilha Vanutu, localizada no Pacífico, corriam o risco de ter de evacuar o país por causa da elevação do nível do mar, resultado do aquecimento global provocado pelo maior e mais descuidado emissor de dióxido de carbono do mundo, os Estados Unidos. Os moradores da ilha tinham grandes chances de ganhar o caso, especialmente depois que o Fundo Nacional de Recursos Ambientais se ofereceu para ajudá-los. Para conseguir fazer parte dessa ação inédita, o diretor deste poderoso grupo ativista americano, Nick Drake, estava contando com a generosa contribuição do rico filantropo George Morton, que freqüentemente apoiava causas ambientalistas. No entanto, depois de um misterioso encontro com um homem conhecido como Dr. Kenner, Morton resolve não mais doar o dinheiro (cerca de 10 milhões de dólares) para a Fundação. Drake fica furioso com a súbita mudança de planos de Morton. Pouco tempo depois, o multimilionário desaparece e é dado como morto. Drake, que está tentando evitar, custe o que custar, que as doações para a fundação sejam interrompidas, resolve investigar quem é esse Dr. Kenner e o que ele poderia ter dito a Morton sobre o trabalho do grupo, que fez com que o principal mantenedor da Fundação voltasse atrás em sua generosa doação. John Kenner, um professor do Massachusetts Institute of Technology (MIT), temporariamente afastado de suas funções no MIT, também está em busca de mais informações sobre Drake, a Fundação e as pessoas a ela ligadas. Kenner trabalha em um projeto altamente secreto para o governo americano, investigando incidentes preocupantes como evidentes discrepâncias em dados sobre o aumento da temperatura global e o uso de explosivos na tentativa de alterar o registro de abalos sísmicos. Em suas investigações, Kenner conta com a ajuda de três pessoas determinadas a revelar a verdade por trás das ações do grupo ativista liderado por Drake: Sarah Jones, a bela e devotada assistente de Morton; Peter Evans, um advogado que trabalhava para Morton nos assuntos ligados à Fundação e sempre suspeitou que Drake tivesse motivos escusos; e Jennifer Haynes, uma advogada que trabalha no caso Vanutu, com visíveis cicatrizes de um passado violento. Juntos, os quatro encontram provas que refutam as teorias sobre o aquecimento global e suas conseqüências, e descobrem até onde Drake e outros envolvidos com a Fundação estão dispostos a chegar para fazer com que pesquisadores, a imprensa e, até mesmo, a própria natureza colaborem com seus planos de gerar na população um estado perpétuo de medo. Somente a habilidade de Crichton em misturar fatos científicos com uma ficção de tirar o fôlego seria capaz de produzir um techno-thriller tão perturbador quanto Estado de medo. O romance leva o leitor das geleiras da Islândia aos vulcões da Antártica, do deserto do Arizona às selvas inóspitas das Ilhas Salomão, das ruas de Paris às praias de Los Angeles. Emocionante, inteligente e instigante, Estado de medo é o escritor Michael Crichton em sua melhor forma.
LIVRO EM EXCELENTE ESTADO, SEMINOVO.
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| Michael Crichton - Estado De Medo
Preço:
R$ 2500 unid. (Produto Usado)
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