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CONTOS E LENDAS AFRO-BRASILEIROS
A criação do mundo
Reginaldo Prandi / Ilustr. Joana Lira
Capturados e transportados ao Brasil como escravos, os africanos trouxeram consigo seus contos e suas lendas. Entre eles está a sua versão mítica da criação do mundo, narrada em histórias repletas de aventuras comoventes e até mesmo engraçadas.
Adetutu, uma jovem mãe africana, é aprisionada por caçadores de escravos e transportada ao Brasil em um navio negreiro. Durante a viagem, ela sonha com a criação do mundo pelos orixás, deuses de seu povo. Em seu sonho ela torce para Oxalá realizar sua missão com sucesso, ganha a cumplicidade de Exu, vibra com a atuação de Xangô, emociona-se com Iemanjá. Numa sacolinha de segredos que leva pendurada no pescoço,Adetutu guarda pequenas lembranças com que os orixás a presenteiam. Segredos que serão usados trinta anos depois, já no Brasil. Os contos e lendas mostrados em seus sonhos fazem parte do patrimônio mitológico iorubá que o Brasil herdou da África e que aqui se preservou ao longo de mais de um século, contado de boca em boca, transmitido de geração a geração. E que hoje é parte constitutiva da nossa cultura. No apêndice, Reginaldo Prandi, um especialista no tema, apresenta com grande rigor e fotos originais esse rico universo do candomblé.
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cia. das letras - 1ª ed. - 2007 - 224 pág. - brochura
sujeito a disponibilidade em estoque
sobre o autor::
Reginaldo Prandi Paulista de Potirendaba, é professor de sociologia da Universidade de São Paulo e autor de muitos livros sobre sociedade e cultura brasileiras. Sobre mitologia afro-brasileira publicou Os príncipes do destino, pela editora Cosac & Naify. Em 2001, recebeu do Ministério da Cultura, CNPq e SBPC o Prêmio Érico Vannucci Mendes por sua contribuição à preservação da cultura afro-brasileira; e, em 2003, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, o Prêmio Melhor Livro Reconto, por Ifá, o Advinho.
veja do mesmo autor:
IFÁ, O ADIVINHO
 MINHA QUERIDA ASSOMBRAÇÃO
 MITOLOGIA DOS ORIXÁS
 MORTE NOS BÚZIOS
 OXUMARÊ, O ARCO-ÍRIS
 SEGREDOS GUARDADOS
 XANGÔ, O TROVÃO
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