EDITORA NOVA CULTURAL (1987) livro lacrado da editora. O czar Nicolau II, um homem bondoso e compassivo, que via a si próprio como o "Paizinho" de seu povo, provou ser um governante inteiramente inadequado para as necessidades de um país do século XX. Guiado pelos sentimentos, Nicolau não teve capacidade, ou vontade, para compreender o que se passava à sua volta e tentou governar uma nação que ansiava por reformas utilizando políticas retrógradas e repressivas. Nascido em 1868, filho do reacionário czar Alexandre III, Nicolau assumiu o poder em 1894. O seu interesse primordial foi sempre a manutenção da autocracia recebida de seus antecessores. A desastrosa derrota da Rússia na Guerra Russo-Japonesa, porém, revelou a incompetência e a corrupção do governo czarista e originou crescentes reivindicações por reformas. Depois do massacre de pacíficos manifestantes em janeiro de 1905 - dia que ficou conhecido como o Domingo Sangrento -, a nação foi convulsionada por levantes de trabalhadores, motins militares e rebeliões camponesas, culminando com a grande greve geral de outrubro, a qual paralizou a economia russa. Forçado a aceitar as exigências do povo por uma representação no governo, Nicolau finalmente concordou em reconhecer uma Constituição. Quando a Primeira Guerra Mundial eclodiu em 1914, Nicolau assumiu pessoalmente o comando do Exército, deixando sua mulher, Alexandra, encarregada do governo. Uma série de derrotas militares e a escassez de suprimentos geraram revoltas por todo o país. Em março de 1917, o czar foi obrigado a abdicar. Oito meses depois os bolcheviques, liderados por Lênin e Trotsky, tomaram o governo, iniciando uma nova etapa na história da Rússia. Em julho de 1918, nun longínquo lugarejo nos montes Urais, Nicolau, sua mulher e seus filhos foram executados. Escrito por George Vogt, graduado em História pela Universidade da Virgínia.