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Jorge Zahar Editor - 2006 - 1ª ed. - ilustrado - brochura
livro em português
resenha:
O Estado de S. Paulo / Data:8/11/2006 Passeio pelo lado escuro de um disco brilhante
Todos os detalhes estão em The Dark Side of the Moon - Os Bastidores da Obra-Prima do Pink Floyd , livro de John Harris
Eis aqui um livro fundamental para se entender o quanto de genialidade, intuição, improvisação, picaretagem e, finalmente, mágoa e rancor cercam uma lenda do rock. The Dark Side of the Moon - Os Bastidores da Obra-Prima do Pink Floyd , livro de John Harris que está sendo lançado pela editora Jorge Zahar, impressiona, num país de biografias oficiais lambe-botas e comprometidas como o nosso. Biografia, no Brasil, quase sempre é sinônimo de enciclopedismo barato e bajulação.
Harris tem como fontes os integrantes do Pink Floyd (Dave Gilmour, Nick Mason, Roger Waters e Rick Wright), além de mais de uma centena de pessoas. Mas ele não esconde os podres, nem doura a pílula. Pode-se discordar de uma ou outra opinião dele sobre estética, sobre música. O livro trata da gênese do disco mais famoso do grupo, The Dark Side of the Moon, de 1973, que coleciona recordes: mais de 40 milhões de cópias vendidas, 724 semanas no topo das paradas americanas (na Inglaterra, estimava-se que uma em cada 5 residências possuía o álbum, nos anos 70).
Para chegar a Dark Side, o Pink Floyd teve de se reinventar completamente, e alguns tiveram até mesmo de aprender a fazer música, porque o grupo tinha perdido a mente criativa da banda, Syd Barrett, alguns anos antes. Para a banda, também era a chance de romper definitivamente com a imagem de psicodelia e chegar a um conceito de modernidade.
'Infelizmente, marcamos uma determinada era', disse Nick Mason. 'Corremos o risco de nos tornar uma relíquia do passado. Para algumas pessoas, representamos suas infâncias: 1967, a Londres underground, o concerto grátis no Hyde Park e assim por diante.'
A invenção de Dark Side incluiu novos procedimentos de mixagem (efeitos famosos, como o 'eco' na repetição das palavras Us and Them), e um conceito visual que exigiu até uma viagem ao Egito do designer Storm Thorgeson. 'O coro de pensamentos, anedotas e declarações salpicados no disco fazem um sentido perfeito, estendem o seu alcance para além da vida de quatro músicos ingleses e entram nos domínios do homem comum', analisou Harris. O lançamento do livro é de oportunidade: Waters está trazendo o show para cá. Será nos dias 23 (SP) e 24 de março (RJ). |