James Dean - Yves Salgues - LPM - 1992 -240 págs
Bom estado. Carinbo da livraria.
|
Publicado quinze meses após a morte de James Dean, pelo jornalista, escritor e poeta francês Yves Salgues, autor de dezenove livros entre romances, perfis biográficos, poemas e livros de arte, James Dean ? a biografia ? estourou na Europa no rastro do imenso vácuo que a morte de Dean deixara em seus milhares de fanáticos admiradores, sendo traduzido em oito idiomas e tornando-se um sucesso mundial. Neste livro, Yves Salgues analisa a "permanência" deste mito, na qual nem Camus, nem Sartre, nem Hemingway entre tantos outros "intelectuais de peso" acreditavam, e refaz para os dias de hoje esta minuciosa biografia que se tornou um "cult" em todo o mundo. Com um ar ao mesmo tempo selvagem e frágil, Dean representava o ceticismo do após-guerra e a rebeldia que se instalaria nos corações dos jovens e marcaria de forma indelével a segunda metade do século. Sem ideologia, "sem causa", Dean estratificaria com sua morte prematura a figura do jovem urbano carente e selvagem ao mesmo tempo. Um monstro de repercussão inimaginável, produzido nos milionários estúdios de Hollywood, no tempo em que estes estúdios realmente faziam a história, fornecendo à opinião pública mundial o cardápio açucarado do sonho americano e de um "mundo livre? fortalecido pela derrota do nazismo e o temor ao "perigo vermelho". James Byron Dean de certa forma equilibrou a cantilena da euforia americana. A imagem que ficou no coração dos jovens foi do James Dean de Juventude Transviada. Imortalizado no seu sorriso triste, a morte acabou por eternizar sua juventude. Trinta e três anos depois de ser recolhido morto entre as ferragens retorcidas de seu Porsche prateado, a oito milhas de Salinas, na Califórnia, proliferam por todo o mundo os Posters, revivals e alusões intermitentes a James Byron Dean. Neste fim de século sem heróis de carne e osso, os jovens acabam voltando aos "anjos" do passado, pois seu exemplo é perfeito ao coração generoso da juventude. O seu rosto para sempre será irônico e triste... e terá para sempre 24 anos. |