Autores: Pato Donald em Marco Polo - Guido Martina (roteiro) e Romano Scarpa (desenhos);
A Ilha do Tesourão - não constam os créditos.
Número de Páginas: 128
Data de lançamento: Setembro de 2003
Sinopse: Na inauguração de seu novo canal de TV, Tio Patinhas
convoca os moradores mais famosos de Patópolis para realizarem uma
grande proeza: a produção de uma série com as aventuras de Marco Polo.
A partir de um roteiro de Mickey, Pato Donald, que vive o explorador veneziano, conta suas aventuras aos conterrâneos italianos.
Em uma segunda história, A Ilha do Tesourão, Donald, Biquinho e Peninha são os protagonistas de uma paródia de A Ilha do Tesouro, clássico literatura de pirataria de Robert Louis Stevenson.
Positivo/Negativo: Antes de tudo é preciso se elogiar a redação de quadrinhos da Editora Abril
por mais uma bela edição. Não bastasse uma seleção criteriosa e
oportuna de títulos, os editores, novamente, complementam a revista com
matérias especiais e informações extras que, ao mesmo tempo em que
instruem, estão longe do cansativo discurso paradidático que uma
publicação do gênero poderia gerar.
Feito o elogio, um detalhe que faltou: no texto Quem foi Marco Polo?, foi citado A Descrição do Mundo,
relato feito a partir do depoimento oral do explorador ao escritor
Rustichello de Piza, mas não se menciona o livro feito com as anotações
do próprio Polo, o clássico O Livro das Maravilhas.
Mas isto é detalhe. Até porque, o barato de publicações como esta é
justamente estimular o leitor a ir atrás das grandes obras. Quantas
pessoas não leram Um Conto de Natal, de Charles Dickens, por conta de Tio Patinhas?
E isso Pato Donald em Marco Polo
certamente tem potencial para fazer. Não é lá muito fiel ao original
(se bem que a autenticidade de certas partes do relato original é
contestadíssima), mas trata-se de uma grande adaptação nos moldes da Disney. É uma história ágil, cuja principal virtude é a manutenção do clima de exotismo oriental das descobertas de Polo.
Pato Donald em Marco Polo foi publicada originalmente em 1984,
cada uma das quatro partes em uma revista diferente. O ineditismo da
edição unificada já faria valer a pena a republicação.
A história de Biquinho, criada nos estúdios brasileiros em 1984
(infelizmente sem créditos), é um acréscimo delicioso para se
completarem as 132 páginas da revista. Por sinal, no melhor estilo do
personagem: um humor histriônico e muito, muito divertido.