Autora : Gerda Brentani
Titulo : Carro de bombeiro
Data : 1971
Técnica : mixta sobre papél
Medidas : papel 60 x 69 cm ; moldura 62 x 71 cm
Estado de concervação : muito bom,com dois pequenos pontos a frente e encima do carro
Moldura : em madeira,tipo baguete
Obs : caso tenha que ser feita uma caixa para o transporte,sera por conta do comprador
Biografia retirada do Instituto Itaú Cultural :
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Biografia
Gerda Brentani (Trieste, Itália 1908 - São Paulo, SP 1999). Pintora, caricaturista, desenhista, gravadora, ilustradora. Forma-se em piano no Conservatório de Música Giuseppe Verdi, em 1926, em Trieste, Itália. Vem para o Brasil em 1939, fixando residência em São Paulo, onde estuda desenho com Ernesto De Fiori, entre 1940 e 1943. Integra a Osirarte, com Paulo Rossi Osir, Alfredo Volpi, Giuliana Giorgi, Hilda Weber e Mário Zaninni. Em 1945, participa da fundação do Clube dos Artistas e Amigos da Arte de São Paulo, o Clubinho. Na década de 60, estuda gravura em metal sob a orientação de Marcelo Grassmann, dirige o Museu de Arte Moderna, MAM/SP, e participa da Comissão de Reestruturação do MAM/SP.
Críticas
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"(...) Seus interesses costumam mesmo ser duradouros, o que explica a presença de alguns temas recorrentes em sua obra, constituindo verdadeiras séries. Quando um assunto se impõe - como é o caso, por exemplo, dos bichos - ele é tratado num primeiro momento de forma caligráfica, com traços espontâneos que situam uma certa atmosfera geral. À medida que a atenção da artista se demora sobre o assunto escolhido, vai surgindo uma fatura amorosa, desdobram-se possibilidades técnicas mais sofisticadas, são introduzidos rendilhados a bico de pena, sombras com pincel e nanquim aguado, e nos trabalhos mais recentes, principalmente dos anos 70, a cor surge para ficar. (...) Gerda é esse amálgama peculiar de mordacidade implacável e extremo carinho pelas coisas, pelos bichos, pelas pessoas, pelo mundo. Ela descobre o ridículo para em seguida afagá-lo. Crítica como a marginalidade lhe permite ser, ela a seguir se coloca no interior desse mundo onde estamos todos nós. Ela mostra que a vida é incapaz de caber nos moldes dos conceitos social e historicamente impostos. Sua rebeldia a leva desde a graça obrigatória de uma bailarina até o respeito social que certas vestimentas pretendem impor, ou a pompa forçada de que se revestem as autoridades. De cima do muro onde se colocou, ela joga nos conceitos estabelecidos a saudável bomba do seu humor iconoclasta. E se diverte vendo a explosão. E é do seu canto, onde reinam em liberdade total a inteligência e o espírito, que ela vem para nos dizer que a vida vale a pena".
Vera D´Horta
O RISCO arisco de Gerda Brentani. Apresentação de Vera d´Horta. São Paulo: Museu Lasar Segall, 1986. (IX Mostra do Ciclo Momentos da Pintura Paulista). | | |